A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou a identificação do vírus da doença de Newcastle em pombos de vida livre no município de Marema, localizado na região Oeste catarinense. O diagnóstico foi validado por meio de exames laboratoriais após os animais apresentarem sintomas característicos da enfermidade.
Conexão com surto anterior
Conforme os dados divulgados pelo órgão oficial, o foco registrado anteriormente em uma granja de perus situada na cidade vizinha de Coronel Freitas tem ligação direta com a transmissão do patógeno por meio dessas aves silvestres.
Localização fora da zona de restrição
Um ponto que chama a atenção das autoridades sanitárias é que os pombos contaminados foram localizados em uma localidade situada fora da área de emergência sanitária. Esse perímetro havia sido decretado anteriormente pelo governo por causa dos primeiros registros da doença em criações comerciais do Oeste do estado.
O vírus de Newcastle é uma patologia grave que atinge tanto espécies domésticas quanto silvestres. Entre os sintomas mais comuns estão problemas respiratórios severos, episódios de diarreia, mudanças repentinas no comportamento dos animais e um alto índice de mortalidade nos plantéis.
Medidas de prevenção nas granjas
A confirmação da presença do agente infeccioso em pombos evidencia a urgência de evitar qualquer tipo de aproximação entre aves de vida livre e os plantéis mantidos em granjas comerciais. Para proteger a produção local, a Cidasc recomenda uma série de precauções fundamentais:
* Manter as telas dos aviários em perfeito estado para barrar o acesso de animais externos; * Realizar o controle rigoroso de pragas; * Executar a higienização constante de calçados e veículos que circulam pelo espaço da granja; * Monitorar de perto o comportamento do rebanho em busca de indícios de enfermidades.
Caso haja qualquer suspeita de contaminação, o produtor rural tem a obrigação de notificar imediatamente a Cidasc.
Riscos para a saúde humana
De acordo com diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o consumo de ovos e de carne de aves oriundos de locais regularizados e inspecionados pelos órgãos competentes não oferece nenhum perigo de transmissão da doença para a população.
O risco real restringe-se quase que exclusivamente à propagação entre os animais. No entanto, indivíduos que lidam diretamente com bichos doentes podem desenvolver quadros de conjuntivite, embora a probabilidade de contágio em humanos seja avaliada como baixa.