As autoridades sanitárias de Santa Catarina investigam as circunstâncias da morte de uma mulher de 38 anos logo após ser submetida a uma colonoscopia em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí. O caso gerou alerta regional depois que mais de uma dezena de pacientes procurou unidades de pronto atendimento relatando complicações graves após realizarem procedimentos na mesma unidade particular.
Pacientes apresentaram reações adversas
De acordo com os registros de atendimento, 13 pessoas procuraram o Hospital Doutor Waldomiro Colautti (HDWC) apresentando um quadro semelhante: dores agudas no abdômen, calafrios e episódios frequentes de vômito. Todas elas haviam passado por exames de endoscopia ou colonoscopia no estabelecimento sob suspeita.
A vítima de 38 anos sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) destacou que a relação direta entre o exame e o óbito ainda não está confirmada e depende de laudos periciais. Enquanto a maioria dos pacientes atendidos foi liberada, dois permanecem internados no HDWC — um deles em estado mais grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outro no setor de clínica médica.
Interdição cautelar e perícia em andamento
Diante do volume de ocorrências, a Vigilância Sanitária Municipal, com suporte técnico da regional de Rio do Sul, efetuou a interdição cautelar do local. Uma inspeção rigorosa foi programada para avaliar a rotina operacional, as normas de higiene e os protocolos técnicos adotados pelo estabelecimento.
Para identificar a causa exata das reações, amostras biológicas e exames dos pacientes foram encaminhados para a sede do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC), que emitirá parecer conclusivo.
Polícia Civil programa oitivas de familiares
O caso também começou a ser acompanhado pela Polícia Civil, que tomou ciência dos fatos a partir da repercussão do ocorrido. Até o momento, nenhum inquérito foi oficialmente instaurado.
Os parentes da vítima não puderam prestar depoimento de imediato devido ao forte abalo emocional, mas devem ser ouvidos pelas autoridades policiais para fornecer detalhes sobre o histórico do atendimento. Os investigadores também vão analisar os prontuários médicos para embasar as próximas etapas da apuração.