O promotor do Ministério Público de São Paulo (MPSP) Lincoln Gakiya entrou no radar para assumir uma pasta ministerial no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), previsto para iniciar em 5 de janeiro de 2027.
Articulação política e concorrentes ao cargo
Conhecido pelo atuação no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Gakiya confirmou que aceitaria a um chamado, mas frisou que ainda não recebeu convite oficial.
Fontes no MP confirmaram que o nome do promotor está sendo avaliado, tendo inclusive colaborado com sugestões para a campanha de Fernando Haddad ao governo paulista. “Acho que o Lula faria um golaço com o Lincoln”, disse a fonte sob reserva.
Na disputa pela vaga, Gakiya concorreria com o atual secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, apoiado pelo governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles. Outro ponto de atenção é a possível resistência do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, embora exista a chance de o delegado migrar para outra função na gestão federal.
Histórico de ameaças e recusa anterior
Durante a corrida presidencial, Gakiya declinou de um convite feito pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pontuando que a função seria incompatível com seu cargo atual.
Aos 59 anos e com duas décadas dedicadas ao combate à facção criminosa em Presidente Prudente, Gakiya vive sob escolta policial de elite há mais de dez anos devido a ameaças constantes. Ele foi o artífice da transferência de Marcola para um presídio federal em 2018.
As forças de segurança já frustraram múltiplos planos do crime organizado para eliminar o promotor, cujas ações desarticularam as redes de comunicação dos líderes criminosos. Em razão do risco contínuo, o representante do MPSP chegou a declarar em entrevista que avalia solicitar asilo após sua aposentadoria.