O Supremo Tribunal Federal veio a público nesta quarta-feira (28) para desmentir boatos sobre uma suposta operação policial em propriedades associadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Esclarecimento oficial do STF Através de nota oficial, a corte suprema declarou: “É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão.”
Origem dos boatos e contexto político A manifestação do tribunal ocorreu após a circulação de notícias na imprensa relatando uma suposta intervenção da Polícia Federal na residência de alto padrão do parlamentar localizada no Lago Sul, bairro nobre da capital federal. O episódio ganhou repercussão logo após o encerramento do pleito eleitoral presidencial.
A saída do parlamentar do território nacional Dois dias após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a vitória no segundo turno com uma vantagem superior a 4,4 milhões de votos, o senador deixou o Brasil por via terrestre e embarcou em um voo particular rumo aos Estados Unidos, passando também pela Argentina.
Investigações e apreensão de passaporte A movimentação aconteceu após o ministro Alexandre de Moraes determinar a retenção dos documentos de viagem do parlamentar e proibir sua saída do país, motivado por alertas da Polícia Federal sobre um risco iminente de fuga. Na segunda-feira anterior, agentes federais abordaram o político na saída da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sobre a abordagem, o próprio parlamentar declarou em vídeo nas redes sociais que cumpriria a determinação e que nunca pensou em deixar o país. Ele disse que enfrentaria as acusações a que responde no STF.
Inquéritos em andamento na corte Apesar de ter deixado o país, os procedimentos investigativos continuam ativos no tribunal. Flávio é alvo de apurações conduzidas por Alexandre de Moraes por suspeitas de lavagem de divisas e evasão de capitais, além de responder a outro procedimento sob relatoria do ministro André Mendonça referente ao caso envolvendo o antigo Banco Master.
Neste segundo inquérito, investiga-se um suposto pedido de R$ 134 milhões feito ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção cinematográfica Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O político confirmou a autoria das mensagens e áudios revelados por reportagem jornalística, mas refuta práticas ilícitas, sustentando que se tratava de uma tentativa legítima de captação de recursos no setor privado.