O jato que transportava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus familiares aterrissou nas primeiras horas desta quarta-feira (28), pouco antes das 10h30 no horário de Brasília, no aeroporto Opa-Locka, localizado em Miami, nos Estados Unidos.
Trajeto internacional e escalas Conforme dados fornecidos pela plataforma de rastreamento de voos em tempo real Flight Aware, o percurso aéreo teve duração aproximada de quatro horas.
O deslocamento começou na terça-feira (27), quando o político, acompanhado da esposa e das filhas, cruzou a fronteira com a Argentina por volta das 22h50, utilizando a Ponte Internacional Tancredo Neves, situada na província de Misiones. Pouco depois, às 23h30, o grupo embarcou em um jato particular com destino a Guayaquil, no Equador, conforme dados oficializados pela Direção Nacional de Migrações da Argentina.
Investigação e ordem do STF Na mesma terça-feira, um colaborador próximo do parlamentar e uma autoridade do governo dos Estados Unidos confirmaram à agência Reuters a saída do senador em direção ao território norte-americano. A partida aconteceu após o descumprimento do prazo fixado pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o político entregasse seus documentos de viagem à Polícia Federal.
A determinação de recolhimento dos passaportes foi expedida no contexto de uma investigação que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro, envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Ambos rejeitam a ocorrência de quaisquer ilicitudes.
Antecedentes políticos e declarações A ordem judicial ocorreu logo após uma transmissão ao vivo nas redes sociais em que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, sugeriu que Flávio deveria abandonar o país em caso de derrota na disputa presidencial para comandar a resistência política a partir do exterior.
Um dia antes da viagem, mediante um vídeo divulgado em suas redes sociais logo após receber a intimação da Justiça, o parlamentar rejeitou a hipótese de abandonar o território brasileiro e garantiu que permaneceria no país para atuar na organização da oposição contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O atual chefe do Executivo garantiu a reeleição no domingo (26), superando o parlamentar no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto com uma vantagem superior a 4,4 milhões de votos.