Seja Bem Vindo - 28/10/2026 19:18

  • Home
  • Política
  • Violência política pós-eleição choca o Paraná com morte e ataques

Violência política pós-eleição choca o Paraná com morte e ataques

O período pós-eleitoral no Paraná foi marcado por uma série de graves episódios de violência política, intimidação e vandalismo voltados contra eleitores e simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os incidentes ocorreram logo após a divulgação do resultado do segundo turno do pleito presidencial.

Tragédia em Mangueirinha O caso mais grave aconteceu na noite de domingo, quando um motorista sob efeito de álcool ultrapassou uma barreira policial durante uma festa de comemoração pela vitória eleitoral. O atropelamento resultou na morte de Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, que sofreu traumatismo craniano severo e não resistiu aos ferimentos na segunda-feira. Outras três pessoas também foram atingidas no episódio, enquanto a Polícia Militar trata o caso como homicídio.

Abusos policiais e detenções Em paralelo, cidades como Apucarana e Guarapuava registraram atuações truculentas da polícia contra manifestantes pacíficos. O servidor público Fernando Capivara acabou baleado com munição de borracha na perna enquanto filmava a repressão, ao passo que a pesquisadora Renata Kempf, da Unicentro, foi detida pela corporação.

O diretório municipal do partido manifestou indignação com a situação por meio de um comunicado oficial. “Não aceitaremos que a força do Estado seja utilizada para intimidar, agredir ou silenciar cidadãos que exercem seus direitos democráticos. A atuação policial deve ser pautada pela legalidade, pela proporcionalidade e pelo respeito à integridade física e à dignidade de todas as pessoas”, declara a nota do PT de Guarapuava.

Vandalismo em ambiente acadêmico Na manhã de terça-feira, a sede do Grêmio Estudantil de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná amanheceu depredada com pichações de cunho político e móveis destruídos. O espaço já havia sofrido uma invasão semelhante no mês de junho.

Os estudantes repudiaram a ação por meio de manifestação pública. “Diante desse cenário, entendemos que não se trata de um ato de mera insatisfação política, mas de um ataque direto à universidade, à pluralidade de ideias e à democracia”, afirmou o grêmio em nota divulgada no Instagram.

Assédio eleitoral no trabalho Outro ponto crítico envolveu parlamentares estaduais recém-eleitos, como Jessicão e Guilherme Kilter, que utilizaram as redes sociais para incentivar patrões a dispensarem empregados alinhados à esquerda. As postagens recomendaram medidas drásticas no ambiente profissional.

Diante da repercussão negativa, os políticos sugeriram “demitir o mal” e cortar gastos “começando pelos petistas”. A conduta motivou uma atuação firme do Ministério Público do Trabalho, que exigiu a remoção dos conteúdos e retratações públicas.

Cobrança por justiça Diante do cenário de hostilidade, o presidente estadual da legenda e deputado Arilson Chiorato exigiu rigor nas apurações sobre o assassinato em Mangueirinha e os abusos de autoridade. O diretório paranaense disponibilizou uma ferramenta digital exclusiva para o recebimento de denúncias de intimidação e agressões motivadas por divergências partidárias.

VEJA MAIS

Correia dentada no óleo: o perigo do lubrificante errado no motor

Descubra por que usar um óleo mais barato e fora da norma da montadora pode…

Amoêdo aponta fim do bolsonarismo após fuga de Flávio Bolsonaro

Ex-dirigente partidário defende o surgimento de uma nova via política desvinculada dos antigos aliados do…

Marinho pede que Trump evite ingerência após carta de Flávio

Senador comentou manifesto internacional divulgado pelo aliado após derrota para Lula no pleito presidencial de…