Seja Bem Vindo - 28/10/2026 20:17

Marinho pede que Trump evite ingerência após carta de Flávio

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28/10) que espera que os Estados Unidos não interfiram nos assuntos internos do Brasil. A manifestação ocorreu no Senado ao abordar o documento divulgado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) direcionado a autoridades estrangeiras após o revés nas urnas.

Repercussão e declaração de Marinho Coordenador da campanha presidencial do aliado, Marinho ponderou sobre a postura internacional em relação ao país.

“Ele [Trump] tem todo o direito de opinar sobre política externa, como o Brasil tem direito de opinar sobre política externa de qualquer outro país. Ele tem direito de opinar sobre eleições, mas eu espero, de fato, que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”, disse Marinho.

Conteúdo do manifesto e autoexílio nos Estados Unidos Na carta divulgada no mesmo dia, Flávio pediu que governos estrangeiros não considerem normal o cenário político brasileiro e agradeceu ao governo norte-americano pelo acolhimento recebido. O parlamentar chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira, passando antes pela Argentina, e declarou a intenção de liderar a oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir do exterior. Uma autoridade da Casa Branca confirmou a concessão de vistos para ele e sua família.

“À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal”, afirmou.

Mudanças no texto e polêmicas com o brasão O documento foi inicialmente distribuído por apoiadores, incluindo o influenciador Paulo Figueiredo. Na primeira versão, o senador utilizou a expressão “Estados Unidos do Brazil” e se autodenominou “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Após repercussão negativa, aliados circularam uma nova versão com o brasão oficial da República Federativa do Brasil. Posteriormente, o próprio senador publicou o texto na rede social X sem brasão, mas mantendo a afirmação de vitória, trecho que depois foi apagado e substituído pela alcunha de “líder do Brasil”.

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmou na abertura da carta.

Acusações contra a Justiça Eleitoral e números do pleito Sem apresentar provas, o senador alegou fraude no segundo turno e direcionou críticas a uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h em locais afetados por problemas de transporte. O TSE registrou 34.393 votos após as 17h, montante inferior a 1% da diferença entre os concorrentes.

Flávio foi derrotado por Lula no segundo turno de domingo (25/10), com 59.826.041 votos (48,21%), enquanto o atual presidente obteve 64.256.232 votos (51,79%), garantindo uma margem de 4.430.191 votos. O resultado foi chancelado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e reconhecido pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

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