Nesta quinta-feira, 20 de outubro, trabalhadores do setor bancário em todo o Brasil promovem uma paralisação de 24 horas como forma de protesto. A mobilização, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), tem como objetivo pressionar tanto instituições financeiras públicas quanto privadas em busca de melhores condições de trabalho e salários.
Reivindicações dos Bancários
Os bancários estão exigindo um aumento real nos salários, além de melhorias nos pisos salariais e nos vales refeição e alimentação. Outra demanda importante é a participação nos lucros e resultados (PLR) e a criação de um piso específico para os profissionais de tecnologia da informação (TI). Segundo a coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, a mobilização é essencial para garantir que os trabalhadores sejam devidamente valorizados, especialmente considerando o lucro recorde de R$ 171 bilhões obtido pelos bancos em 2025.
Pressão por Propostas Concretas
Até o momento, a categoria afirma que não recebeu nenhuma proposta concreta por parte dos bancos em relação ao reajuste salarial. Uma nova reunião de negociação está marcada para a próxima segunda-feira, 24 de outubro, e os bancários esperam que a paralisação de hoje sirva como um forte sinal de unidade e pressão para que os banqueiros apresentem uma proposta justa.
Contexto do Setor Bancário
A Contraf destaca que o patrimônio líquido do setor bancário alcançou impressionantes R$ 1,2 trilhão em 2025. Além disso, o lucro médio por empregado nos bancos é de R$ 438 mil. É importante notar que, enquanto em 1995 os bancos privados distribuíam até 14% de PLR, atualmente esse percentual caiu para uma média de apenas 5,9%.
Resposta das Instituições Financeiras
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foi contatada para comentar sobre a paralisação e as reivindicações dos bancários, mas ainda não se manifestou oficialmente.
A mobilização desta quinta-feira é um reflexo da insatisfação da categoria e uma tentativa de buscar melhores condições de trabalho em um setor que tem mostrado resultados financeiros robustos. A luta por valorização e reconhecimento continua a ser uma prioridade para os trabalhadores do setor bancário.