Seja Bem Vindo - 24/10/2026 12:53

Kremlin prende terceiro suspeito por atentado contra general russo

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) anunciou nesta terça-feira (10/2) a prisão de um terceiro suspeito de envolvimento na tentativa de assassinato do tenente-general Vladimir Alekseyev, primeiro vice-chefe da Diretoria Principal do Estado-Maior das Forças Armadas russas.

Segundo a inteligência russa, o detido é Pavel Vasin, cidadão russo nascido em 1981, apontado como cúmplice direto dos dois suspeitos presos anteriormente: Lyubomir Korba, de 65 anos, e Viktor Vasin, pai de Pavel.

A agência afirma que o grupo agia sob orientação do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), com o objetivo de realizar atos de sabotagem e terrorismo em território russo.

oficial sênior da inteligência militar russa Vladimir Alekseyev
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oficial sênior da inteligência militar russa Vladimir Alekseyev

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General Vladimir Alekseyev, vice-diretor da agência de Inteligência Militar da Rússia
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General Vladimir Alekseyev, vice-diretor da agência de Inteligência Militar da Rússia

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Vladimir Alekseyev foi baleado na Rússia e está em estado grave
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Vladimir Alekseyev foi baleado na Rússia e está em estado grave

reprodução/ Redes Sociais


O que aconteceu

  • O atentado contra Alekseyev ocorreu na última sexta-feira (6/2), quando o general foi baleado no corredor do prédio onde mora, em Moscou.
  • Ele foi atingido por quatro disparos e permanece hospitalizado, em condição estável, consciente e capaz de se comunicar, segundo a agência estatal russa, TASS.
  • O principal suspeito do ataque, Lyubomir Korba, cidadão russo nascido na Ucrânia, foi preso nos Emirados Árabes Unidos a pedido das autoridades russas e transferido para Moscou no fim de semana.
  • Em depoimento, Korba teria afirmado que foi recrutado pelo SBU em agosto do ano passado e que recebeu a promessa de US$ 30 mil para executar o assassinato.
  • O governo ucraniano nega qualquer envolvimento no caso.

Conforme o comunicado oficial, Pavel Vasin forneceu veículos usados para vigilância, auxiliou na retirada da arma utilizada no ataque a partir de um esconderijo e adquiriu equipamentos técnicos de monitoramento, como um gravador de vídeo e um rastreador, empregados para acompanhar os deslocamentos dos alvos.

Ele também teria ajudado na coleta de informações sobre endereços residenciais e veículos de oficiais do Ministério da Defesa russo.

Ainda segundo o FSB, durante depoimento, Pavel Vasin confessou participação no esquema e forneceu informações que permitiram identificar ao menos outros dois altos funcionários do Ministério da Defesa que estavam sendo monitorados pelo grupo, com a intenção de novos ataques.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou na última semana que o ataque ao general teria como objetivo sabotar os esforços diplomáticos para a resolução do conflito na Ucrânia.

A declaração ocorre após a realização de uma nova rodada de negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, realizada em Abu Dhabi na semana passada.

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