O segundo bloco do confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foi dedicado a debates sobre políticas sociais, o endividamento das famílias e os desafios enfrentados pelo Sistema Único de Saúde.
Políticas sociais e licença-maternidade O confronto começou quando o petista questionou o adversário sobre um voto contrário à ampliação da licença-maternidade durante o período em que atuava como deputado estadual no Rio de Janeiro. Reconhecendo o equívoco, o candidato do PL declarou que adotaria uma postura diferente atualmente, destacando a relevância da proximidade entre mães e filhos nos primeiros meses de vida.
O embate também passou pelo uso de termos pejorativos direcionados ao programa social e à trajetória pessoal do atual presidente, gerando pedidos de desculpas e contraposições sobre inflação, pobreza e custo de vida.
Propostas para renegociação de dívidas No setor econômico, Flávio Bolsonaro apontou que o endividamento nacional atingiu R$ 11 trilhões e sugeriu a criação de um programa chamado “Banco da Prosperidade” em parceria com a Caixa Econômica Federal para suspender pagamentos e aliviar o orçamento da população. Em resposta, Lula destacou programas anteriores de renegociação de débitos que beneficiaram milhões de pessoas com descontos expressivos e defendeu o crescimento econômico para gerar empregos e reduzir a relação entre dívida pública e PIB.
Desafios e propostas para a saúde pública Na área da saúde, os candidatos debateram a gestão dos serviços e a situação financeira das unidades de atendimento. Enquanto o representante do PL propôs investimentos no Inca, apoio às Santas Casas e atualização da tabela do SUS — citando defasagens em valores de consultas e procedimentos —, a gestão atual defendeu o trabalho dos profissionais da área e criticou a condução de crises passadas.