A Prefeitura de Curitiba conta com 2.582 profissionais de apoio para atender 3.443 alunos da educação especial que exigem acompanhamento em sala de aula na rede municipal de ensino. Os dados foram repassados pela Secretaria Municipal da Educação (SME) em resposta a um requerimento da vereadora Camilla Gonda (PSB), encaminhado à Câmara Municipal por meio do prefeito Eduardo Pimentel (PSD). Atualmente, a função é preenchida predominantemente por universitários de Pedagogia contratados como estagiários, que recebem uma bolsa-auxílio de R$ 16,56 por hora. A pasta estima que será preciso incorporar mais 400 colaboradores, planejando as novas contratações para o ano letivo de 2027.
O cenário da educação especial em Curitiba O universo da educação especial na capital paranaense engloba 8.718 crianças e estudantes matriculados. Desse total, 6.450 convivem com Transtorno do Espectro Autista (TEA), 1.552 possuem algum tipo de deficiência, 648 apresentam altas habilidades ou superdotação, e 68 acumulam autismo e altas habilidades simultaneamente. O direito ao suporte especializado está garantido pelo artigo 28 da Lei Brasileira de Inclusão, de 2015.
Modelos de contratação e remuneração na rede A administração municipal adota diferentes formatos para preencher as vagas de suporte. O cargo de Agente de Apoio Educacional exige processo seletivo simplificado, carga horária de 40 horas semanais e remuneração mensal de R$ 2.465,69. Em paralelo, o posto de Profissional de Apoio à Criança de Inclusão é preenchido por estagiários acadêmicos do curso de Pedagogia, vinculados por meio do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap).
Estudantes na fila de espera e prazos de atendimento Embora a SME afirme que todos os 3.443 alunos com indicação estejam cobertos pelo serviço, a própria pasta reconhece que cerca de 150 estudantes aguardam o preenchimento de vagas, classificados como prioridades média e baixa. Atualmente, existem 137 protocolos pendentes de atendimento, sendo a Cidade Industrial de Curitiba (CIC) a região com maior demanda reprimida, somando 28 casos.
Projetos e perspectivas futuras As superintendências de Gestão Educacional e Executiva, junto à Coordenadoria de Inclusão, conduzem um estudo técnico para dimensionar a expansão do quadro de colaboradores, avaliando o financiamento por meio do Fundeb e de impostos direcionados à educação básica. A expectativa é que o reforço no quadro de pessoal comece a valer a partir do ano letivo de 2027.