O Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul registrou um salto expressivo de quase 75% nas cirurgias de catarata, com o total de procedimentos subindo de 25.414 em 2021 para 44.305 em 2025.
Expansão da rede oftalmológica gaúcha
Conforme o governo estadual, o avanço é fruto de um trabalho conjunto com as administrações municipais para robustecer o atendimento oftalmológico e facilitar a entrada dos pacientes nos serviços especializados. Hoje, o estado possui 60 unidades autorizadas a prestar assistência completa, o que abrange o procedimento de facoemulsificação acompanhado da inserção de lente intraocular, considerado o padrão ouro para a patologia.
Impactos na rotina e autonomia dos idosos
Facilitar a chegada ao diagnóstico e ao centro cirúrgico eleva o bem-estar dos cidadãos e ameniza os efeitos do envelhecimento na visão. A retomada da capacidade visual devolve a independência, diminui a probabilidade de quedas, otimiza o desempenho funcional da terceira idade e favorece a reintegração na sociedade.
O avanço da doença com a idade
A maior longevidade no Brasil vem acompanhada de patologias visuais associadas à idade, sendo a catarata a de maior destaque pela alta frequência e pelo potencial de causar perda da visão.
Ao contrário de problemas oculares que geram lesões permanentes, a condição tem solução cirúrgica bem-sucedida com o uso de lentes, figurando como uma das maiores frentes de cegueira que podem ser prevenidas ou revertidas.
Estatísticas e público afetado
Estatísticas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia mostram que a catarata senil atinge 47,1% dos indivíduos na faixa etária de 65 a 74 anos e 73,3% daqueles com mais de 75 anos. A enfermidade atinge ainda pacientes mais novos, respondendo por cerca de 17,6% dos diagnósticos em pessoas abaixo de 65 anos.
A partir dessas projeções, estima-se que perto de 500 mil moradores gaúchos com idade superior a 65 anos tenham a condição.