Os intensos temporais que afetaram o Rio Grande do Sul causaram danos em mais de 1.500 casas, conforme o último relatório da Defesa Civil. As chuvas torrenciais, acompanhadas de ventos fortes e granizo, resultaram na morte de duas pessoas e deixaram 28 desabrigadas em várias cidades do estado.
Impactos significativos nas cidades afetadas
O município de Três Palmeiras, localizado no Norte do estado, foi o mais atingido, com danos em cerca de mil residências, o que representa aproximadamente 80% de sua área. O estado permanece em alerta desde quinta-feira (27) devido à possibilidade de novas tempestades.
Acúmulo de chuvas e vento forte
Nos últimos dias, o volume de chuvas foi alarmante, com os maiores registros em Três Coroas (78,6 mm), Gramado (75,6 mm) e Rolante (74,6 mm). Ventos severos também foram observados, com rajadas alcançando 84,6 km/h em São José dos Ausentes.
Registro de fatalidades
As duas mortes ocorreram em Arroio Grande e Porto Alegre. Em Arroio, um veículo foi arrastado pela enxurrada, resultando na morte de um passageiro, enquanto o motorista foi resgatado e está hospitalizado. Em Porto Alegre, uma árvore caiu sobre uma casa durante um vendaval, causando a morte de uma criança de apenas oito anos.
Desabrigados e situação de emergência
Entre os 28 desabrigados, 13 estão em Pelotas e outros 15 foram forçados a deixar suas casas em Quaraí (7), Santa Cruz do Sul (4) e Sobradinho (4). Além disso, o estado registrou quedas de árvores, alagamentos e deslizamentos de terra.
Perspectivas de tempo instável
A previsão indica que a presença de uma frente fria continuará a influenciar o clima até o início de setembro, com risco de elevação nos níveis dos rios, principalmente nas regiões dos rios Taquari e Caí. No domingo (30), essa frente fria também deve afetar Santa Catarina e Paraná, aumentando a probabilidade de chuvas nesses estados.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul permanece atenta à situação e orienta a população a relatar novas ocorrências ou solicitar ajuda pelos números de emergência 190 (Brigada Militar) ou 193 (Corpo de Bombeiros). A comunidade deve se manter alerta e seguir as orientações das autoridades locais para garantir a segurança de todos.