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PF desarticula esquema de venda de carros roubados no RS

A Polícia Federal deflagrou uma operação na última quarta-feira (14) para desarticular uma organização criminosa especializada na receptação, transporte e comercialização ilegal de automóveis subtraídos na Região Metropolitana de Porto Alegre e destinados ao Uruguai.

Mandados de busca e apreensão na fronteira

Cumprimento de mandados e rota dos veículos

Os agentes federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, distribuídas entre os municípios de Jaguarão, Porto Alegre, Alvorada e Rio Grande. Apesar da ofensiva, nenhum suspeito foi preso durante a execução das ordens judiciais.

O esquema criminoso começou a ser investigado após prisões em flagrante efetuadas em Jaguarão envolvendo automóveis que apresentavam adulteração nos sinais identificadores.

Esquema de revenda no Uruguai

Logística do crime e divisão de tarefas

Conforme o avanço das apurações, a corporação descobriu que os automóveis e caminhonetes eram subtraídos principalmente na capital gaúcha, comprados por preços abaixo da tabela de mercado e enviados para cidades localizadas na Fronteira-Oeste.

A partir dali, os bens eram repassados para compradores que moravam no país vizinho e distribuídos por localidades uruguaias, estratégia usada para dificultar o trabalho de recuperação pelas forças de segurança do Brasil. O esquema contava com divisão de tarefas bem definidas entre os criminosos, que atuavam desde a obtenção dos bens até a entrega final aos estrangeiros.

“As diligências têm por objetivo reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos, localizar bens de interesse da investigação e aprofundar o esclarecimento sobre a dimensão das atividades criminosas investigadas”.

Investigação de mortes em área indígena

Apuração de confronto no noroeste do estado

Em outra frente de atuação no estado, a Polícia Federal assumiu a responsabilidade de apurar três óbitos ocorridos na última terça-feira (13) na terra indígena Votouro, situada entre Faxinalzinho e Benjamin Constant do Sul, no noroeste gaúcho.

Um dos mortos foi um indígena da etnia caigangue baleado durante um suposto conflito interno na aldeia, enquanto os outros dois faleceram em decorrência de um confronto com a Brigada Militar.

Competência federal em terras originárias

Por que a Polícia Federal atua em áreas indígenas

A jurisdição da corporação nesses casos ocorre porque as áreas tradicionalmente ocupadas pelos povos originários são consideradas bens da União, conforme determina a Constituição Federal.

Sempre que ocorrem crimes que afetam a integridade, a posse territorial ou a sobrevivência desses grupos — como conflitos agrários ou ameaças —, a infração penal atrai automaticamente a competência federal para investigação e proteção dos direitos coletivos.

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