A campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que o candidato concordou integralmente com as exigências feitas por seu oponente, Flávio Bolsonaro (PL), referentes à abertura de dados bancários e telefônicos de ambos e de seus familiares. O anúncio foi feito por Camilo Santana, coordenador da campanha do petista.
As exigências aceitas pela campanha
O desafio inicial havia sido lançado por Lula durante um debate realizado no último domingo (18), quando ele propôs a medida para revelar “quem é honesto e quem é ladrão”, desde que o rival fizesse o mesmo. Após o petista protocolar um requerimento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última terça-feira (20), Flávio aceitou a disputa, mas impôs condições adicionais, como a inclusão de assessores, familiares e registros de visitantes do Palácio do Planalto no escopo das investigações.
Segundo o coordenador Camilo Santana, a resposta positiva foi dada de imediato: “Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE.”
Prazo estipulado para a abertura dos dados
A equipe do atual presidente marcou para esta quinta-feira (22), às 11h, o protocolo oficial da resposta no TSE. No mesmo horário, o candidato do PL precisará cumprir o acordo, conforme reforçado pela coordenação petista. “É o prazo que ele vai ter para estar lá e abrir todo seu sigilo bancário e telefônico. Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, declarou Santana, lembrando que o segundo turno da disputa eleitoral ocorre no próximo domingo (25).
Por fim, a campanha de Lula criticou a demora inicial do adversário em aceitar os termos propostos no debate. “Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, concluiu o coordenador.