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Governo do Rio busca espaço para acervo histórico do antigo IML

Governo do Rio busca espaço para acervo histórico do antigo IML Estado procura imóvel temporário para guardar documentos históricos do antigo IML na Lapa. O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro avançou em seu projeto de recuperação de documentos históricos ao concluir, na última quarta-feira (12), uma importante fase de coleta do acervo que estava sob a responsabilidade da Polícia Civil no antigo Instituto Médico Legal (IML), localizado na Rua dos Inválidos, na Lapa. Contudo, a necessidade de um novo espaço temporário se tornou evidente, uma vez que a instituição não tem condições de armazenar toda a documentação.

Busca por espaço temporário

Diante da impossibilidade de acomodar o acervo em suas instalações, o governo estadual está em busca de um imóvel que possa servir como guarda temporária para os documentos. Essa medida é crucial para preservar a integridade do material histórico, que inclui registros significativos da repressão durante o Estado Novo e a ditadura militar.

Tratativas em andamento

Paralelamente à busca por um novo local, as autoridades estão trabalhando na definição da destinação provisória de parte do acervo, que passará por um tratamento técnico antes de sua transferência definitiva para o Arquivo Público. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) demonstraram interesse em receber uma parte desse material para realizar um trabalho de preservação e restauração.

Colaboração acadêmica

Em colaboração com o Arquivo Público, a Unirio desenvolveu um projeto voltado para o tratamento da documentação histórica. Além disso, diversas instituições têm se mostrado dispostas a financiar iniciativas que visem a preservação desse acervo valioso.

Incidentes e esforços de resgate

O local onde o acervo estava armazenado ficou em abandono por vários anos, o que culminou em um incidente alarmante em maio deste ano, quando documentos e papéis foram lançados pelas janelas do prédio. A situação chamou a atenção de órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Polícia Federal, que se mobilizaram para evitar perdas significativas. O Ministério Público Federal também liderou ações de resgate, recuperando pastas funcionais, livros de registros de óbitos, laudos periciais e documentos relacionados à repressão política da ditadura. A preservação desse acervo é essencial não apenas para a memória histórica do Brasil, mas também para garantir que as lições do passado sejam lembradas e estudadas pelas futuras gerações.

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