O governo estadual apresentou as diretrizes centrais do Programa Catarinense de Internacionalização durante o evento Painel Santa Catarina no Mundo, sediado na Fiesc, em Florianópolis. O encontro reuniu a vice-governadora Marilisa Boehm, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, além de oito embaixadores honorários do estado, com o objetivo de fortalecer a presença catarinense no cenário global.
O papel estratégico dos embaixadores honorários
Durante a programação organizada pelo LIDE Santa Catarina e pela federação das indústrias, a vice-governadora ressaltou a importância da iniciativa para projetar o estado internacionalmente. “Esse evento do LIDE, aqui na FIESC, é muito importante para a inserção de Santa Catarina no cenário global. Os nossos embaixadores honorários ajudarão a divulgar Santa Catarina no mundo. Este encontro é um debate para que possamos levar ao conhecimento de outros países, e também do Brasil, o que Santa Catarina vem realizando com muito sucesso, tanto na saúde quanto na educação, na segurança pública e em outras áreas”, afirmou. Na ocasião, os representantes voluntários também receberam certificados de reconhecimento pelos serviços prestados.
Foco em competitividade e valorização salarial
O secretário Paulo Bornhausen detalhou os pilares do programa, destacando o apoio às exportações, o intercâmbio educacional e a captação de negócios estrangeiros. “Internacionalização é o caminho para a prosperidade”, afirmou o secretário. Segundo ele, “uma empresa que tem a internacionalização no seu DNA paga a quem trabalha nela uma renda que chega a ser até quatro vezes maior do que numa empresa sem relação com o comércio internacional. É disso que nós precisamos: aumentar a renda em Santa Catarina”.
Para o gestor, o estado precisa se consolidar como um polo receptor de investimentos externos. “Nós temos que ser o gateway do mundo: uma entrada privilegiada para quem quer vir ao Brasil, fazer bons negócios, construir sua empresa e explorar esses mercados.” O avanço dos acordos do Mercosul tem impulsionado esses resultados, refletidos na alta de 43% nas exportações catarinenses para o bloco europeu desde o início da aplicação provisória do tratado.
Cenário global e novos desafios econômicos
A adaptação das indústrias frente ao cenário internacional também entrou na pauta do evento. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maitê Bustamante, apontou transformações importantes no comércio global. “Nós saímos de uma globalização que parecia muito alicerçada no multilateralismo para uma situação absolutamente distinta, de aumento do protecionismo. Hoje se trabalha com planejamento de cenários e com ampliação das matrizes de fornecedores de insumos”, alertou.
O debate econômico contou ainda com a participação de executivos, especialistas de organismos internacionais e gestores públicos, como o prefeito de Itajaí, Robison Coelho. O presidente do LIDE Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Delton Batista, reforçou a relevância da pauta para o desenvolvimento regional. “O Grupo de Líderes Empresariais escolheu o tema da internacionalização por ser o principal desafio e a principal oportunidade para a expansão das empresas, dos negócios e dos mercados de Santa Catarina em todo o mundo. Hoje, empresários, instituições e especialistas do Brasil e de vários países estiveram juntos discutindo como aproximar ainda mais o Sul do Brasil, especialmente Santa Catarina, das principais regiões econômicas internacionais”, afirmou.