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Espécie desaparecida há quase 100 anos volta às florestas com 55 animais e comove conservacionistas

Depois de quase um século ausente, um pequeno marsupial volta às florestas com um grupo de 55 animais protegido de predadores invasores em 680 hectares. A espécie é o bettong-de-cauda-de-escova, reintroduzido na área de conservação de Pilliga, na Austrália.

A espécie é o bettong-de-cauda-de-escova, também chamado woylie e identificado cientificamente como Bettongia penicillata. Esse pequeno marsupial se move aos saltos, possui hábitos noturnos e procura fungos subterrâneos para se alimentar.

Em setembro de 2022, 55 indivíduos foram soltos na Pilliga State Conservation Area, em Nova Gales do Sul. O comunicado da Australian Wildlife Conservancy registra que a espécie estava ausente da região havia quase 100 anos.

Espécie desaparecida há quase 100 anos volta às florestas com 55 animais e comove conservacionistas

Por que o bettong desapareceu daquela região?

O bettong desapareceu de Nova Gales do Sul no início do século XX. Entre 1880 e 1920, um sistema de recompensas incentivou a morte de milhões de animais chamados genericamente de ratos-canguru.

Depois, raposas e gatos ferais introduzidos ampliaram a pressão sobre as populações restantes. Perda de habitat, mudanças no regime de queimadas e competição com herbívoros também reduzem alimento e abrigo para esses marsupiais.

Como os 55 animais chegaram à área protegida?

Os animais vieram dos santuários de Mount Gibson e Perup, na Austrália Ocidental. Eles atravessaram o país em um voo fretado até Pilliga, onde passaram por avaliações de saúde antes de serem liberados.

A soltura ocorreu em uma área de 680 hectares sem gatos e raposas. Dos 55 bettongs, 26 receberam coleiras de rastreamento, usadas para acompanhar deslocamentos e adaptação ao novo ambiente.

A operação reuniu transporte, avaliação e monitoramento:

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Duas populações forneceram os animais para a reintrodução

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Um voo fretado reduziu o tempo da viagem entre os estados

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Exames verificaram a condição dos marsupiais antes da soltura

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Coleiras e câmeras registraram a adaptação na floresta

Qual é a importância do bettong para a floresta?

O bettong funciona como um engenheiro do ecossistema. Ao escavar o solo em busca de trufas, raízes e sementes, ele mistura matéria orgânica, facilita a entrada de água e movimenta nutrientes.

O Bettongia penicillata também espalha sementes e esporos de fungos pelo ambiente. Esse trabalho ajuda plantas e fungos a ocupar novos pontos, enquanto as escavações aceleram a decomposição das folhas acumuladas.

Quais sinais indicaram adaptação dos animais?

Um levantamento identificou 32 dos 55 animais e encontrou fêmeas com filhotes no marsúpio. Bella, a primeira jovem já desmamada observada, confirmou que houve reprodução depois da mudança.

Os bettongs também enfrentaram duas enchentes intensas nos meses seguintes à soltura. A sobrevivência permaneceu alta e a cerca continuou segura, mas os 32 animais detectados não representam uma contagem completa de todos os sobreviventes.

Os números mostram os primeiros resultados do acompanhamento:


Dado
O que representa
Relevância


55 animais
Grupo inicial

Nova população formada em Pilliga


Retorno após quase um século


26 coleiras
Rastreamento individual

Dados sobre deslocamento e adaptação


Acompanhamento dos primeiros meses


Primeira jovem
Bella já estava desmamada

Reprodução concluída no novo ambiente


Nova geração registrada

Leia também: O que diz a lei para quem circula apenas com a CNH Digital?

A população já pode ser considerada recuperada?

Ainda não. A recuperação exige reprodução contínua, diversidade genética e sobrevivência durante várias gerações, não apenas uma soltura bem-sucedida ou o nascimento dos primeiros filhotes.

A equipe realiza levantamentos duas vezes por ano com câmeras, rastreamento por rádio e capturas controladas. Incêndios, enchentes e falhas na barreira contra predadores continuam sendo riscos para um núcleo pequeno e concentrado.

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