A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), reconhecida como a mulher negra mais jovem a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados aos 21 anos, esteve na capital gaúcha para participar de uma aula pública no viaduto do Brooklyn. O evento reuniu parlamentares, estudantes e lideranças políticas para debater a importância da educação pública, o engajamento da juventude na política e o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Agenda mobilizou estudantes na capital A mobilização foi organizada pelos diretórios centrais dos estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O ato ocorreu na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais.
Após os discursos, o grupo realizou uma caminhada ao redor do Campus Centro da UFRGS, enquanto manifestantes apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) realizavam outro ato na região central da cidade.
Discursos focados em direitos sociais Durante sua fala, a parlamentar mineira destacou as iniciativas sociais implementadas pelos governos petistas e enfatizou que o pleito define os rumos do país.
“Este governo se chama Luiz Inácio Lula da Silva. É um governo que cuida e sempre cuida das mulheres, da população preta, dos indígenas e de todas as minorias deste país que muitas das vezes foram tratados como escória da sociedade”, declarou a deputada, que obteve 524.219 votos nas urnas de Minas Gerais.
Ana Elisa também criticou o bolsonarismo e projetou confiança no resultado das urnas para o próximo domingo (25).
“Quem cuida e sempre cuida do povo nordestino se chama Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou, complementando sobre o pleito: “Este é o recado que fica e ficará nas urnas. No próximo dia 25, nós daremos uma resposta para todas essas mentiras que eles estão contando”.
Lideranças debatem o papel político da juventude O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) recordou a relação da jovem parlamentar com a comunicação digital do chefe do Executivo federal.
“O presidente Lula nos contou que ele tinha dificuldade de fazer um selfie, que ele disse que não ia falar com ele mesmo olhando para o celular. E a Ana Elisa convenceu ele a fazer o primeiro selfie, deu 23 milhões. Depois das fotos, o Lula não parou mais”, relatou.
A jornalista e ex-deputada Manuela d’Ávila defendeu que a articulação popular permaneça ativa no pós-eleição, destacando pautas trabalhistas como o fim da escala 6×1 e a gratuidade no transporte.
“A vitória da política ousada que Lula adotou no segundo turno, falando dos nossos problemas, da 6×1, da tarifa gratuita, indo para cima do miliciano”, afirmou, acrescentando: “Nós venceremos, governaremos assim, na rua, a quente. Porque desse calor a extrema direita tem medo”.
União de gerações pela democracia O ex-presidente da Conab, Edegar Pretto, enalteceu a atuação histórica dos estudantes nos momentos de decisão nacional, enquanto o ex-governador Olívio Dutra, de 85 anos, utilizou o contraste etário para convocar o eleitorado.
“Companheiras e companheiros, companheira Ana Elisa, tu e eu somos jovens, eu de 85 anos e tu de 21”, brincou Olívio, antes de alertar: “O voto não é mercadoria. O voto não se troca, não se vende. O voto se vota com o coração, com a consciência, com os sonhos que hão de ser realizados, elegendo no dia 25 o companheiro Lula”.
O evento encerrou as atividades de rua da esquerda gaúcha na capital, conectando diferentes gerações em torno da defesa da democracia e da participação estudantil ativa nas decisões do país.