Diante de um cenário econômico marcado por taxas de juros elevadas e maior seletividade dos bancos, a Ademicon está acelerando sua expansão no Rio Grande do Sul. A estratégia da maior administradora independente de consórcios do país inclui a aposta forte no agronegócio para manter o ritmo de crescimento e atender à demanda por alternativas ao crédito tradicional.
Crescimento e metas no mercado gaúcho
O estado do Rio Grande do Sul tornou-se uma prioridade estratégica para a companhia. Entre janeiro e julho de 2026, a empresa comercializou mais de R$ 1,4 bilhão em créditos no território gaúcho, registrando uma alta expressiva de 71% em relação ao mesmo período do ano anterior. O plano de expansão regional prevê alcançar 27 unidades em funcionamento ainda em 2026, com a meta de inaugurar mais 10 lojas até 2027.
Atualmente, a rede conta com quatro operações na capital Porto Alegre e presença em várias cidades do interior, pautando seu modelo de atuação em um atendimento consultivo voltado a entender os objetivos de cada cliente.
Oportunidades estratégicas no agronegócio
Embora o setor imobiliário siga como um dos pilares fundamentais, é no campo que a empresa enxerga o maior potencial de expansão. A oferta de crédito foi direcionada para a compra de terras, tratores, implementos agrícolas, sistemas de irrigação, veículos pesados e maquinário essencial para a produção rural.
Essa movimentação busca atender à forte demanda por tecnologia e infraestrutura em um estado de relevância nacional na produção de soja, arroz, milho, leite e proteína animal.
Consórcio como ferramenta de planejamento patrimonial
A percepção do mercado sobre o consórcio tem mudado nos últimos anos, deixando de ser visto apenas como uma ferramenta para a compra de bens tradicionais e assumindo um papel central na organização financeira e na construção de patrimônio. No setor imobiliário, os créditos iniciam em torno de R$ 80 mil, enquanto no meio rural as modalidades atendem desde aportes menores até grandes projetos de expansão.
Fundada há 35 anos em Curitiba, a corporação comercializou R$ 47 bilhões em créditos em 2025 e projeta fechar 2026 alcançando a marca de aproximadamente R$ 70 bilhões, impulsionada por um ambiente onde o planejamento financeiro substitui o financiamento imediato.