A defesa da influenciadora digital Taís Ferreira da Silva contestou a interpretação de gravações que geraram uma apuração policial por suspeita de maus-tratos a animais e apologia ao crime no município catarinense de Joinville.
Manifestação oficial e repercussão das imagens
Por meio de um comunicado enviado à imprensa na última terça-feira (20), os representantes legais da investigada argumentaram que os registros visuais demandam uma avaliação detalhada e refutaram qualquer propósito de machucar bichos.
O caso ganhou enorme repercussão nas redes sociais na sexta-feira (16), após a divulgação de vídeos em que Taís aparece apontando e disparando uma arma de pressão na direção de onde vinham latidos de um cachorro. Conforme os advogados, o animal não aparece no enquadramento, o que exigiria cautela nas conclusões.
A nota oficial acrescenta um argumento sobre o histórico familiar: “A família de Tais destaca que seu carinho pelos animais está presente desde ainfância e é reconhecido por aqueles que a conhecem. Tais, por sua vez, afirma que suaconduta não teve a intenção de machucar ou ferir qualquer animal”, argumenta a defesa. Além disso, a defesa informou que a investigada está à disposição das autoridades.
Ações da Polícia Civil e investigações paralelas
Na manhã do dia 20 de outubro, agentes da Delegacia de Proteção Animal cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados à influenciadora em Joinville, recolhendo aparelhos eletrônicos e o armamento utilizado, que passarão por perícia.
O inquérito policial busca esclarecer não apenas o episódio recente, mas também relatos de que o cachorro teria sido atingido anteriormente, sofrendo inclusive uma lesão grave no olho em ocorrências passadas.
As autoridades continuam apurando os fatos para determinar a real dinâmica dos acontecimentos e verificar se houve reiteração de condutas ilícitas por parte da investigada.