A administração municipal de Curitiba confirmou o envio de sete servidores públicos para o Smart City Expo World Congress, evento que acontece em novembro na cidade de Barcelona. Esta representa a maior comitiva oficial enviada pelo poder executivo municipal desde o início das participações na feira, em 2018.
Custos de viagem e regras de hospedagem
Todas as despesas referentes a passagens aéreas, seguros, hospedagens e diárias da comitiva oficial são custeadas integralmente pelos cofres públicos. Conforme as normas vigentes, parte dos integrantes receberá o benefício de diárias dobradas, modalidade aplicada quando o próprio servidor assume a responsabilidade de reservar e pagar o seu local de hospedagem na Europa.
Os valores estipulados para as diárias internacionais variam conforme o cargo ocupado na hierarquia municipal. A tabela oficial estabelece cotas diárias em dólares para autoridades e servidores de diferentes escalões, convertidas posteriormente pela cotação oficial da moeda estrangeira.
Contratos milionários e participação de startups
Enquanto o poder público financia a viagem dos representantes oficiais, as empresas e startups locais selecionadas para integrar o estande institucional precisam arcar com todas as despesas por conta própria. Um edital de chamamento público exigiu comprovação de capacidade financeira integral dos participantes privados.
O montante investido pela administração municipal no circuito de eventos inteligentes engloba contratos de licenciamento e exclusividade firmados com a representante oficial da organização internacional no Brasil. Desde o início dos aportes na iniciativa, os desembolsos públicos somam cifras expressivas em pagamentos e taxas associadas.
Histórico de participações e transparência
A presença de representantes de Curitiba no congresso internacional sofreu variações ao longo dos anos, com comitivas de diferentes tamanhos e investimentos públicos variados em diárias e passagens aéreas registradas oficialmente.
O acompanhamento detalhado dos gastos revela que as despesas com missões internacionais e estandes representam apenas uma parcela dos investimentos totais direcionados ao ecossistema de cidades inteligentes pela gestão municipal.