Um levantamento divulgado nesta quarta-feira, 21, apontou uma leve vantagem para o senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial contra o petista, além de expor divergências marcantes entre os simpatizantes de ambos os candidatos no segundo turno.
O conceito de prosperidade
O estudo revelou que 43,3% da população considera que melhorar de vida significa ter autonomia com um negócio próprio, enquanto 32% valorizam o emprego com carteira assinada e direitos trabalhistas garantidos. Os demais entrevistados não souberam responder ou não escolheram nenhuma das alternativas apresentadas.
Perfil dos eleitores
Quando o recorte é feito por intenção de voto, a divisão fica ainda mais nítida. Entre aqueles que priorizam o empreendedorismo, a maioria apoia o candidato do PL. Em contrapartida, os defensores da CLT formam a base majoritária do atual presidente.
A influência da religião
Divisão na fé
Outro fator determinante na corrida eleitoral é a religião dos cidadãos. A pesquisa mostrou que a maioria dos evangélicos tende a votar no senador, ao passo que os católicos concentram suas intenções de voto no petista.
Metodologia do levantamento
O instituto ouviu 1.500 pessoas por telefone entre os dias 15 e 19 de outubro. O levantamento possui uma margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa detalhou que “De todas as características, de todos os sonhos que os brasileiros cultivam, são dois que separam com nitidez quem prefere Lula ou Flávio. Querer carteira ou o negócio próprio, ser evangélico ou católico”.
Por fim, os responsáveis pelo estudo ressaltaram que as estratégias de campanha e a movimentação política na reta final não foram suficientes para alterar significativamente a percepção do eleitorado sobre essas divisões estruturais.