Seja Bem Vindo - 24/10/2026 04:12

  • Home
  • Destaques
  • TSE avalia bloquear canais políticos no WhatsApp antes da eleição

TSE avalia bloquear canais políticos no WhatsApp antes da eleição

Uma proposta em discussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende suspender o funcionamento de canais no WhatsApp com foco político e audiência superior a 200 mil seguidores durante o período eleitoral.

Regras para o segundo turno

Se for aprovada pelo plenário da Corte, a determinação começará a valer de imediato para o próximo domingo (25). A interrupção do serviço abrangeria as 48 horas anteriores à votação e se estenderia por 24 horas após o encerramento do pleito.

O documento em formato de minuta passou a circular entre os magistrados após debates em encontros informais ocorridos na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). A redação do texto ficou a cargo do ministro André Mendonça, vice-presidente do órgão.

Esclarecimentos do tribunal

Em comunicado enviado à imprensa, a equipe de Mendonça pontuou que a elaboração da norma seguiu o rito tradicional da casa, cabendo ao vice-presidente redigir as regras eleitorais, sem configurar um ato individual.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

O texto também pontua que o documento nasceu de um entendimento comum interno.

“Os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”, acrescenta o comunicado.

Impacto em grandes páginas

Caso a medida entre em vigor, perfis de grande expressão serão diretamente atingidos. Entre eles estão o canal “Exército do Lula”, que alcançou 7 milhões de inscritos na plataforma nesta quarta-feira (21), e o canal “Tropa do Flávio”, que conta com 2 milhões de seguidores.

A proposta estende aos canais de transmissão as mesmas limitações já impostas ao impulsionamento pago de campanhas. O texto aponta o “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos” como justificativa.

A argumentação jurídica reforça que a fase final da eleição representa o momento de maior vulnerabilidade.

“O período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Histórico de conflitos

A discussão sobre o tema ganhou força após um impasse judicial envolvendo o canal ligado aos apoiadores do governo. A página chegou a ser derrubada pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, a pedido da oposição, que apontou propagação de fake news.

Posteriormente, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão por entender que faltavam fundamentos e que o tema já tramitava em outro processo.

Nunes Marques tornou a suspender o canal em seguida, argumentando que a ferramenta possuía ligação com a campanha oficial e exigia o devido registro no tribunal, impondo nova paralisação temporária.

A situação foi normalizada após a formalização do registro junto ao TSE, permitindo que a ferramenta voltasse a operar normalmente até o desfecho da nova proposta regulatória.

VEJA MAIS

Risco em alagamento: multa do CTB e danos graves ao motor

Descubra o que diz a lei de trânsito sobre motoristas que arriscam atravessar vias inundadas…

Carga se soltando: motorista pode ser multado sem acidente?

Descubra o que diz a lei de trânsito quando a fixação dos materiais falha durante…

Mega-Sena de R$ 230 milhões é sorteada hoje (24/10)

Calendário de loterias foi alterado em todo o país por causa do segundo turno das…