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Tia de menina morta em Porto Alegre é presa por omissão em agressão

Uma mulher de 22 anos foi presa preventivamente na última quinta-feira (27) por sua ligação com a morte da sobrinha, Samylle Valentina Borba Ramiro, de apenas 4 anos. O caso ocorreu em 18 de agosto, na Zona Norte de Porto Alegre, e a tia é acusada de omissão, já que, ao perceber que a criança estava mal, demorou três horas para procurar atendimento médico.

O caso de Samylle e as circunstâncias da prisão

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o caso e a mulher pode ser responsabilizada por homicídio qualificado. O tio da menina, que também estava envolvido no incidente, está preso desde 20 de agosto. Em seu depoimento, ele alegou ter dado apenas “palmadas” na criança, que estava sob seus cuidados há cerca de dois meses.

Exames realizados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) revelaram que a causa da morte foi politraumatismo. Entretanto, não é possível determinar se todas as lesões foram resultado de agressões ou se ocorreram por outros fatores. A investigação continua, com expectativa de finalização na próxima semana.

Detalhes do ocorrido na noite fatídica

Na noite de 18 de agosto, o casal levou Samylle, já sem vida, a uma UPA no bairro Bom Jesus. A equipe médica acionou a Brigada Militar ao notar as manchas roxas no corpo da menina, mas o casal fugiu antes da chegada dos policiais. A tia contou que, ao voltar do trabalho, encontrou a criança já lesionada e discutiu com o companheiro sobre as marcas visíveis.

Ela relatou que, após perceber que a menina estava com espuma na boca, semelhante a um quadro convulsivo, decidiu buscar ajuda médica. O atendimento, porém, chegou tarde demais.

Contexto familiar e a situação da criança

A mãe de Samylle, que enfrenta dificuldades financeiras, mencionou que não estava criando a filha e sua outra menina de 9 anos após a separação. A primogênita foi morar com o pai, enquanto Samylle ficou sob a responsabilidade de uma amiga da família. Em julho, a tia obteve tutela provisória por meio de um termo de responsabilidade e estava buscando a guarda definitiva da criança.

Os avós maternos da vítima relataram que a menina apresentava ferimentos durante uma visita no Dia dos Pais, e os tios alegaram que as marcas eram resultado de uma queda. Em outro ponto, o tio de Samylle, que já tinha uma ordem de prisão preventiva, foi detido pela Brigada Militar enquanto caminhava pela avenida Azenha. Durante o depoimento à 3ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), ele reafirmou que suas ações se restringiram a palmadas, alegando arrependimento por sua atitude.

Este trágico caso levanta questões importantes sobre a proteção infantil e a responsabilidade familiar, além de evidenciar a necessidade de atenção às situações de vulnerabilidade que crianças podem enfrentar em seus lares.

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