O supertufão Champi, apontado como a tempestade mais forte do planeta em 2026, não vai atingir o Brasil. Atualmente localizado no Oceano Pacífico, do outro lado do globo, o ciclone segue uma trajetória em direção a Taiwan e ao sul do Japão, com expectativa de perder força e se converter em um sistema extratropical até a próxima segunda-feira (26).
A trajetória do ciclone no Pacífico
Formado no Pacífico Ocidental, o Champi estava posicionado a aproximadamente 1.120 km a leste de Hong Kong e próximo às Filipinas. Segundo o Observatório de Hong Kong, o deslocamento ocorre para o norte e o nordeste, descartando qualquer ameaça à América do Sul.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ciclones tropicais “se formam entre as latitudes de 20° ao sul e 20° ao norte” e dependem diretamente da temperatura elevada da superfície do mar. O órgão esclarece que fenômenos como o histórico furacão Catarina, que alcançou o Sul brasileiro em 2004, são extremamente raros e não guardam relação com o Champi.
Histórico de ventos e impactos na Ásia
O trajeto da tempestade registrou marcas impressionantes desde a metade de outubro:
* 17 de outubro: Passagem a cerca de 20 km ao sul de Guam com ventos de 233 km/h.
* 20 de outubro: Pico de intensidade com ventos sustentados de 296 km/h, conforme dados da Nasa.
* 22 de outubro: Posicionamento a leste das Filipinas, onde o fenômeno é popularmente chamado de “Rosal”.
A força dos ventos causou impactos significativos na aviação asiática, resultando no cancelamento de aproximadamente 300 voos entre Taiwan e o Japão, afetando milhares de passageiros.
O significado do termo supertufão
No Pacífico Ocidental, os ciclones tropicais são chamados de tufões, enquanto a denominação “supertufão” é reservada para as ocorrências mais severas. Embora o Champi tenha alcançado ventos extremos de 250 km/h, as projeções meteorológicas indicam um enfraquecimento gradual, transformando-o em uma tempestade tropical severa nos próximos dias antes de avançar definitivamente para alto-mar.