O governo do Estado do Rio de Janeiro implementou uma drástica redução em sua estrutura administrativa, resultando na exoneração de 6.145 cargos comissionados. A medida, que busca otimizar os recursos públicos, deve gerar uma economia estimada de R$ 221 milhões até o final do ano.
Exonerações e Funcionários Fantasmas
A decisão de cortar os cargos comissionados, que totalizavam 14.340 em março de 2026, foi motivada, em parte, pela revelação de que muitos desses servidores não desempenhavam funções efetivas. Grande parte dos exonerados não tinha acesso aos sistemas eletrônicos do Estado, como o SEI, sendo considerados funcionários fantasmas que apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto.
Novas Exonerações em Vista
Até o momento, as exonerações incluem apenas aqueles cargos que permanecerão vagos. A expectativa é que novas demissões ocorram à medida que auditorias em andamento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado sejam concluídas.
Nomeações com Critérios Rigorosos
As nomeações realizadas desde março têm priorizado servidores de carreira e são submetidas a uma rigorosa avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Essa estratégia busca garantir a eficiência e a transparência na administração pública, refletindo o compromisso do governo com a boa gestão dos recursos.
Reestruturação das Secretarias
Atualmente, o governo possui 28 secretarias, uma redução em relação às 32 existentes em março. Essa diminuição se deu por meio da fusão de algumas pastas, visando uma administração mais ágil e eficaz.
A gestão interina do desembargador Ricardo Couto, que começou em 23 de março de 2026, traz novas diretrizes após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que buscou uma vaga no Senado. Castro, inelegível por oito anos após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deixa um legado de mudanças significativas na estrutura do governo, agora em busca de maior eficiência e responsabilidade fiscal.