Seja Bem Vindo - 23/10/2026 18:01

  • Home
  • Destaques
  • Sofia Favero quer elevar debate político na Alesp após votação

Sofia Favero quer elevar debate político na Alesp após votação

Com uma expressiva votação de 407 mil votos nas eleições para a Assembleia Legislativa de São Paulo, a doutora em psicologia Sofia Favero (PSol) avalia que sua campanha alcançou o feito de transpor barreiras além da comunidade LGBTQIAPN+. Consagrada como a segunda mulher trans a conquistar uma vaga no parlamento paulista, a nova parlamentar destaca a urgência de elevar o nível das discussões públicas no estado.

Repercussão sobre episódios de transfobia

Apadrinhada politicamente por Erika Hilton (PSol), a recém-eleita parlamentar dividirá o legislativo estadual com Eduarda Campopiano (PL), figura que protagonizou um ataque transfóbico contra Hilton logo após o pleito. A psicóloga relatou ter recebido com pesar a notícia sobre a conduta da futura colega de plenário e questionou a prioridade dada a esse tipo de postura.

Em entrevista exclusiva, a deputada pontuou: “Precisamos edificar o debate político no Brasil. Não é para isso que a gente se candidata, não é para isso que a gente se dispõe a representar a população”. Para ela, o setor conservador se beneficia da resistência que grande parte da sociedade possui em lidar com a diversidade, induzindo eleitores a votarem contra os próprios interesses.

Projetos prioritários e histórico acadêmico

Natural de Sergipe e radicada em terras paulistas, a ativista estruturou sua plataforma política em eixos centrais como a proteção às mulheres, o suporte a universitários e a defesa dos direitos da população LGBT. Entre as propostas legislativas que pretende encabeçar estão a instituição de licença remunerada para vítimas de violência doméstica e a concessão de subsídios fiscais em restaurantes universitários para baratear refeições. O fortalecimento do atendimento multiprofissional voltado a pessoas transgênero também integra sua agenda.

“Não sei como será esse percurso de trabalho, mas estarei disponível com toda a minha experiência acadêmica, minha experiência nos movimentos sociais, com o meu currículo. Eu não me fiz no Instagram, no TikTok. Todo o meu trabalho tem uma história. […] A gente está aqui para dizer que São Paulo não vai ser o Conto da Aia”, declarou, fazendo menção à obra literária e televisiva distópica.

Origem religiosa e articulação partidária

Originada de um lar evangélico, a parlamentar argumenta que o movimento bolsonarista dissemina um ódio às diferenças que diverge dos preceitos do Evangelho. Na visão dela, o estado e o país enfrentam cenários desafiadores que exigem resiliência.

“É um momento de luta, um momento de não esmorecer, de seguir enfrentando esses discursos em todas as áreas. A gente está aqui para poder se conectar, de fato, com a mensagem de Cristo, com a mensagem do Evangelho, que é a mensagem da aceitação, do cuidado ao próximo, da empatia”, disse.

No âmbito legislativo, a bancada do PSol na Alesp será reforçada por Paula da Bancada Feminista, Ediane Maria, Mônica Seixas, Luiza Erundina, Mariana Conti, Débora Camilo e Carlos Giannazi. Após a legenda liberal, a sigla esquerdista foi a que mais expandiu sua representatividade na casa legislativa paulista.

VEJA MAIS

Ludhmila Hajjar defende o SUS e critica propostas da oposição

A renomada cardiologista que atende políticos de todas as correntes rompeu o silêncio para criticar…

Justiça invalida lei que exigia câmeras dentro de salas de aula em Tremembé

São Paulo Justiça invalida lei que exigia câmeras dentro de salas de aula em Tremembé…

Mendonça reforça que Lula e Flávio podem abrir sigilos sem o TSE

Ministro apontou que acordos entre presidenciáveis dispensam a intervenção da Justiça Eleitoral e exigem atitude…