A Polícia Federal iniciou uma varredura rigorosa nas fronteiras brasileiras e em registros de voos para apurar se o senador Flávio Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos, passando antes pela Argentina.
Contexto da investigação
As diligências foram deflagradas após a imprensa argentina divulgar que o parlamentar teria cruzado a fronteira terrestre usando apenas o documento de identidade e embarcado em uma aeronave particular em Puerto Iguazú. A medida ocorre logo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar o cancelamento dos passaportes do político e proibir sua saída do território nacional.
Apesar dos rumores sobre a suposta fuga de última hora, os controles oficiais de migração no Brasil não apontam saída regular do senador.
Repercussão e versões conflitantes
Enquanto a gestão de Javier Milei negou a entrada do parlamentar em solo argentino, o cenário entre aliados políticos é marcado por declarações contraditórias. Enquanto alguns negam veementemente a saída, fontes ligadas ao grupo político sustentam que a travessia ocorreu de forma sigilosa.
Na véspera da repercussão, o próprio senador havia gravado um vídeo negando qualquer intenção de deixar o território brasileiro e prometendo entregar os documentos exigidos pela Justiça. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou.
Decisão do STF e defesa
A determinação da Suprema Corte estabeleceu o prazo de 24 horas para a entrega de passaportes comuns, diplomáticos e de outras nacionalidades, além de impor a proibição de contato com o advogado Willer Tomaz.
O parlamentar relatou ter sido abordado por agentes federais ao deixar a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e classificou as restrições como uma retaliação política. “Eu nunca falei isso”, declarou.
A investigação segue em andamento para esclarecer os passos recentes do senador e confirmar se houve descumprimento das ordens judiciais impostas.