O papa Leão XIV participa nesta sexta-feira (3/4) da tradicional Via-Sacra no Coliseu, em Roma. A cerimônia relembra o percurso de Jesus Cristo desde a condenação até o sepultamento, com Leão conduzindo a cruz por todas as 14 estações.
O Metrópoles está transmitindo a Via-Sacra ao vivo. Acompanhe:
Esta é a primeira Semana Santa sob a liderança de Leão XIV à frente da Igreja Católica.
Leão já conduziu a cruz por todas as 14 estações.
As meditações deste ano foram escritas pelo frei Francesco Patton, ex-custódio da Terra Santa. Os textos aproximam os relatos bíblicos da realidade atual e devem ser divulgados oficialmente pelo Vaticano ao longo do dia.
Ao fim de cada estação, são feitas preces dedicadas a crianças, órfãos, mulheres e demais grupos em situação de vulnerabilidade.
Um dos eixos centrais da Via-Sacra de 2026 é a crítica ao abuso de poder. Nas meditações, Patton ressalta que, assim como no tempo de Jesus, ainda hoje há líderes que acreditam possuir autoridade ilimitada — inclusive para iniciar guerras ou subjugar povos.
O contraste entre o poder humano e o poder de Cristo é destacado logo na primeira estação, no diálogo entre Jesus e Pôncio Pilatos. Enquanto autoridades terrenas exercem domínio pela força, a mensagem cristã aponta para o amor, o perdão e a responsabilidade moral como formas legítimas de poder.
Tradição milenar no coração de Roma
Realizada no Anfiteatro Flávio, a Via-Sacra no Coliseu remete ao caminho até o Gólgota — colina fora dos muros de Jerusalém onde Cristo foi crucificado.
A celebração une fé, tradição e reflexão contemporânea, sendo um dos momentos mais emblemáticos da Sexta-Feira Santa no calendário católico.
Atualização da mensagem cristã
Ao longo das 14 estações, a Via-Sacra também conecta personagens bíblicos a figuras contemporâneas. Simão de Cirene, por exemplo, é associado a voluntários que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade. Já Verônica e as mulheres de Jerusalém simbolizam aqueles que acolhem vítimas de violência, guerra e desigualdade.
As reflexões ainda destacam mães que perdem filhos em conflitos, refugiados, prisioneiros políticos e vítimas de crises humanitárias — reforçando o caráter atual da celebração.