Seja Bem Vindo - 24/10/2026 23:40

  • Home
  • Destaques
  • OAB/DF apresenta Violentômetro para auxiliar mulheres em situação de violência

OAB/DF apresenta Violentômetro para auxiliar mulheres em situação de violência

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Distrito Federal (OAB/DF), lançou nesta sexta-feira (7) o Violentômetro Jurídico, uma inovação que serve como um guia para ajudar as mulheres a reconhecerem os diferentes níveis de violência que podem sofrer. A apresentação ocorreu durante o seminário “20 anos da Lei Maria da Penha: Inovações Legislativas, Desafios e Novos Horizontes”, em uma data que marca as duas décadas da importante legislação.

Entendendo o Violentômetro Jurídico

Esta nova ferramenta categoriza a violência contra mulheres em três estágios distintos: “Fique Atenta”, “Proteja-se” e “Fuja”. Cada etapa descreve comportamentos abusivos e as emoções que a vítima pode sentir, começando com sinais de violência psicológica, como humilhação e controle, e progredindo para situações mais severas, como violência física e sexual.

Importância do reconhecimento precoce

De acordo com Nildete Santana de Oliveira, diretora de Mulheres da OAB/DF, o Violentômetro Jurídico visa facilitar o reconhecimento da violência em suas primeiras manifestações. “Muitas mulheres ainda não conseguem identificar o que é violência. Esta ferramenta deixa claro que a agressão começa antes do ato físico, nas formas de controle e humilhação”, salientou Nildete. O objetivo é que, ao perceber esses sinais, as mulheres possam buscar ajuda antes que a situação se agrave.

Certificação e compromisso institucional

Durante o evento, a OAB/DF recebeu o selo “Nós Por Elas”, um reconhecimento do instituto homônimo que atesta o compromisso da seccional com a criação de ambientes mais seguros e igualitários para mulheres, especialmente aquelas em situação de violência doméstica.

Panorama da violência contra a mulher no Brasil e no DF

Em 2025, o Brasil registrou 1.571 feminicídios, um número alarmante, sendo 29 casos apenas no Distrito Federal. Cláudia Braga Núñez, representante do Ministério Público do DF, observou que a alta taxa de feminicídios no DF é consequência de um protocolo da Polícia Civil que investiga homicídios de mulheres sob a ótica de gênero. “Aqui, 60% dos homicídios são classificados como feminicídios, o que indica uma atuação institucional eficaz”, destacou.

Reflexão sobre a Lei Maria da Penha

Isabelle Duarte, presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB/DF, ressaltou a importância de discutir as inovações da Lei Maria da Penha, que, apesar de ser considerada uma das melhores legislações do mundo, ainda enfrenta desafios. “Precisamos avançar para que a lei ofereça proteção efetiva”, afirmou. Ela enfatizou que a educação é fundamental para que as mulheres reconheçam seus direitos e identifiquem situações de violência.

Onde encontrar apoio

Mulheres que enfrentam violência podem buscar ajuda na Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que oferece informações sobre direitos e serviços de apoio. Além disso, qualquer delegacia pode ser procurada para registro de ocorrências e medidas protetivas. Em situações de emergência, o telefone 190 da Polícia Militar deve ser contatado.

A Patrulha Maria da Penha também atua em diversos estados para acompanhar mulheres com medidas protetivas, realizando visitas e orientações. Atualmente, o Brasil conta com 13 Casas da Mulher Brasileira, que oferecem atendimento especializado em um único local.

O compromisso em expandir esses serviços é evidenciado pelo Ministério das Mulheres, que está trabalhando na criação de mais 38 Casas da Mulher Brasileira em diferentes fases de implementação.

VEJA MAIS

Eleições em Brasília: atos de Lula e Flávio ficam a 2 km

Véspera da votação no DF é marcada por mobilizações rivais, clima de polarização e relatos…

TSE alerta para fake news e reforça regras do 2º turno

Eleitores votam neste domingo para presidente e governadores em seis estados, com urnas abertas das…

Produtividade no Brasil fica fora dos debates políticos

Análise aponta que falta de projetos econômicos concretos entre os principais candidatos gera desânimo no…