Mudanças no Programa Move Brasil visam aumentar crédito a motoristas Ministro da Fazenda analisa ajustes no Move Brasil para atrair mais bancos e motoristas. Entenda as propostas e o impacto esperado. O Programa Move Brasil, criado para oferecer crédito a motoristas de aplicativos e taxistas, pode passar por alterações significativas para aumentar sua adesão. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que a equipe econômica está avaliando mudanças após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros.
Possíveis alterações para aumentar a adesão
Durigan destacou que novas medidas podem ser implementadas, tanto no aspecto legal do programa quanto na interação com instituições financeiras. O objetivo é facilitar a comunicação com os bancos, especialmente no que diz respeito à verificação da renda dos motoristas. “Estamos analisando como melhorar a integração com as plataformas que utilizam esses profissionais”, comentou o ministro.
Desempenho do programa e participação dos bancos
Atualmente, o Move Brasil oferece linhas de crédito com juros abaixo do mercado para a aquisição de veículos novos, com valor de até R$ 150 mil, além de seminovos, motocicletas e bicicletas. Contudo, a adesão por parte dos bancos privados tem sido insatisfatória, enquanto os bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa, têm demonstrado maior interesse. “O que observamos é que os bancos públicos estão mais ativos, enquanto os privados se mostram menos propensos a participar”, afirmou Durigan. Apesar da baixa adesão, o ministro considerou o volume de operações realizadas até agora como um avanço, mesmo que abaixo das expectativas iniciais.
Exploração de novas soluções para financiamento
A equipe econômica está comprometida em testar ajustes que possam melhorar a adesão ao programa. Entre as propostas, está a possibilidade de aprimorar a comunicação com as plataformas digitais, facilitando o acesso a dados que comprovem a renda dos motoristas. Embora o programa de crédito para veículos ainda não tenha alcançado os resultados esperados, o desempenho geral dos outros programas de crédito foi considerado positivo. A reunião também abordou outras iniciativas, como o financiamento de caminhões e ônibus, além de medidas de apoio a motociclistas, trabalhadores e empresas.
Impactos na relação Brasil-Estados Unidos
Durante a reunião, Durigan comentou sobre a Lei de Reciprocidade Econômica, que não deve prejudicar as negociações entre Brasil e Estados Unidos quanto às tarifas impostas pelo governo americano. O Brasil iniciou um processo para avaliar a adoção de medidas de reciprocidade em resposta à tarifa de 37,5% que os EUA aplicaram a produtos brasileiros. O ministro reiterou a disposição do Brasil em manter um diálogo aberto com Washington. “Estamos sempre prontos para conversar e negociar”, enfatizou. A implementação de medidas de reciprocidade será feita com cautela, ouvindo os setores afetados.
Próximos passos e considerações finais
O governo brasileiro está avaliando o impacto das tarifas norte-americanas e não pretende aplicar novas tarifas imediatamente. O processo de análise, baseado na Lei 15.122/2025, busca garantir que as ações do Brasil sejam adequadas às circunstâncias. Além disso, o governo está considerando outras medidas de apoio aos setores impactados, como a extensão do regime de drawback, que pode aliviar a carga tributária sobre insumos para exportação. Essas discussões e potenciais ajustes no Move Brasil e nas relações comerciais internacionais são fundamentais para garantir a saúde econômica e o suporte necessário aos motoristas de aplicativos e taxistas no país.