O deputado federal André Janones manifestou revolta contra a determinação do Tribunal Superior Eleitoral que exigiu a desativação imediata da comunidade de mensagens “Exército do Lula” no WhatsApp. A ordem foi emitida em um domingo a requerimento da coligação do presidenciável Flávio Bolsonaro.
O impacto da decisão do tribunal
De acordo com o parlamentar, o grupo de conversas contava com 3,3 milhões de pessoas e tinha como finalidade engajar e orientar simpatizantes no segundo turno da disputa presidencial, marcada para o dia 25 entre Flávio e o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva.
A representação jurídica apresentada pelo PL argumentou que Janones orquestrava a propagação de dados falsos e ataques contra o candidato da legenda, supostamente com aval e vantagens para o candidato à reeleição. A acusação aponta que o grupo servia para disparar diretrizes de compartilhamento e que verbas públicas teriam sido aplicadas no impulsionamento de material difamatório.
A defesa do parlamentar
O deputado, que garantiu novo mandato com aproximadamente 79 mil votos, rechaça as irregularidades. Durante uma transmissão ao vivo realizada no Instagram na noite de sábado, ele assegurou que a comunidade digital estava restrita à entrada de seguidores e orientações operacionais, sem nenhum disparo de conteúdo informativo.
Para o político mineiro, a investida judicial reflete o pavor da oposição frente à sua estratégia de comunicação digital. Mesmo diante da proibição de abrir novas contas com o mesmo propósito, ele garantiu que manterá as atividades de mobilização por meio do Instagram.
A medida da Corte Eleitoral também impõe restrições a outras ferramentas digitais ligadas ao grupo, enquanto o debate sobre os limites da propaganda na internet durante o período eleitoral segue mobilizando os bastidores da política nacional.