Um homem foi sentenciado a 40 anos de prisão por ter assassinado sua companheira e enterrado o corpo em sua casa, localizada em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O crime, que ocorreu em 1º de novembro de 2024, foi revelado após uma discussão violenta entre o casal que terminou com a vítima sendo golpeada com uma faca e um peso de 10 quilos.
Detalhes do crime e investigação
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) informou que o réu tinha 42 anos e a vítima, 38. Relatos de amigos e familiares indicam que o relacionamento era repleto de conflitos, com diversas separações e reconciliações. O feminicídio foi descoberto três dias após o desaparecimento da mulher, quando a Polícia Civil e a Brigada Militar começaram a investigar, após o próprio agressor registrar o sumiço da companheira. Durante a busca, foram encontradas manchas de sangue e outros indícios que levaram à localização do corpo da mulher, que já estava em estado de decomposição.
Confissão e consequências legais
Após ser detido, o homem permaneceu encarcerado e cumprirá a pena em regime inicialmente fechado. Durante o julgamento, ele admitiu ter cometido o crime, mas alegou não se lembrar dos detalhes que levaram à morte da companheira ou ao enterro do corpo. Além da longa pena de reclusão, o juiz determinou que ele pague uma indenização mínima de 20 salários-mínimos para cada um dos três filhos da vítima, que tinham 8, 13 e 16 anos no momento da tragédia. A defesa do condenado já manifestou a intenção de recorrer da decisão.
Outros casos de violência contra a mulher
Em um caso separado, o MPRS conseguiu restabelecer a prisão preventiva de um homem investigado por tentativa de feminicídio em Soledade, no noroeste gaúcho. O Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) reverteu uma decisão anterior que havia colocado o suspeito em liberdade. Em agosto, ele invadiu a casa da ex-companheira sob o pretexto de buscar pertences e, após destruir móveis, disparou contra a mulher, atingindo-a no pescoço e nas costas. Mesmo ferida, a vítima conseguiu escapar e pedir ajuda.
O agressor também atirou em direção ao filho da mulher, que não chegou a ser ferido. O promotor Marcos Paulo Freza solicitou a reavaliação da prisão, enfatizando a gravidade dos atos e o risco que o homem representava. O TJ considerou que a liberdade do investigado poderia representar uma ameaça à segurança das vítimas, decidindo, assim, pela manutenção da prisão preventiva.
A crescente preocupação com a violência de gênero continua a mobilizar as autoridades e a sociedade em busca de soluções eficazes para proteger as vítimas e punir os agressores.