Empresário acusado de agressão à esposa permanece preso após decisão judicial Empresário é réu por agressão à esposa e tem prisão preventiva mantida pela Justiça. Entenda os detalhes do caso. Ivo Vel Kos, um empresário de 48 anos, foi transformado em réu após a Justiça aceitar a denúncia de agressão contra sua esposa, Giulia Falcão. A Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher manteve a prisão preventiva do acusado e rejeitou o pedido de sua defesa para uma conversão em prisão domiciliar.
Agressão durante o trajeto para casa
O incidente ocorreu na noite de 14 de outubro, quando o casal retornava de um jantar em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. A discussão no carro culminou em violência física, com Ivo desferindo socos no rosto e no corpo de Giulia.
Continuação da violência em casa
De acordo com os relatos de Giulia, a situação se agravou ao chegarem em casa. Ela foi agredida com um taco de beisebol e ameaçada com um dispositivo de choque elétrico. “Ao tentar fazer uma ligação de emergência, seu celular foi tomado por Ivo, que ainda a ameaçou de morte caso tentasse deixar a residência”, informou o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Giulia conseguiu escapar e pediu ajuda aos vizinhos, que acionaram a Polícia Militar.
Lesões e contexto de violência
O laudo de exame de corpo de delito revelou lesões leves em Giulia, incluindo edemas e equimoses no rosto e ferimentos na mão. Para fundamentar a denúncia, a promotoria levou em conta não apenas o relato da vítima, mas também as evidências coletadas pelos policiais e a admissão do empresário sobre a agressão.
Histórico de violência
Giulia revelou que as agressões não eram um caso isolado. Ela relatou um padrão de controle e violência, que incluía ameaças de morte, perseguições e episódios de estrangulamento. Diante da gravidade da situação e do risco à vida da vítima, a Justiça impôs medidas protetivas de urgência, que proíbem Ivo de se comunicar com Giulia e determinam uma distância mínima de 300 metros entre eles.
Decisão judicial e consequências
A juíza Carla Balestreri destacou que a retirada de Giulia de sua própria casa e a privação de seus bens configuravam violência psicológica e patrimonial. Assim, foi determinado seu retorno ao lar e a devolução de seu carro e pertences, que haviam sido retirados após a prisão do empresário. O pedido de prisão domiciliar foi negado, pois a defesa não conseguiu comprovar a condição de saúde que justificaria tal medida. A situação destaca não apenas a gravidade da violência doméstica, mas também a importância de medidas protetivas para garantir a segurança das vítimas.