Enquanto a maior parte do Rio Grande do Sul vai às urnas exclusivamente para o segundo turno da disputa presidencial, a população de Arroio do Sal terá uma tarefa dupla neste domingo (25). O município do Litoral Norte é o único entre as 497 cidades gaúchas que também votará para escolher o chefe do Poder Executivo local, com mandato previsto para os próximos dois anos.
Entenda a anulação da eleição em Arroio do Sal
A convocação para o pleito suplementar partiu de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que cassou no dia 13 de agosto a chapa eleita em 2024, formada por Luciano Pinto da Silva (Republicanos) e Valdir Cenci (PP). Os candidatos foram responsabilizados por abuso de poder econômico e falhas na prestação de contas.
Conforme o órgão, “A decisão foi fundamentada na utilização da conta bancária pessoal do contador [da campanha] para movimentar recursos não contabilizados, por meio de mais de 170 transferências via pix concentradas na semana anterior e no dia posterior ao pleito”.
Com o julgamento, Luciano ficou impedido de disputar eleições por oito anos. Cenci teve o mandato cassado, mas conseguiu manter os direitos políticos e entrou novamente na corrida pela chefia municipal.
Chapas na disputa e dados do eleitorado
Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que Arroio do Sal conta com cerca de 11,4 mil habitantes. Destes, aproximadamente 9,2 mil estão aptos a participar do pleito — o equivalente a mais de 80% dos moradores —, distribuídos em oito locais de votação.
Duas frentes concorrem à prefeitura:
- Coligação “Um Novo Tempo” (MDN, PSD, PSDB e Cidadania): encabeçada por Felipe Valim (MDB), com José Luiz “Alemão do Mercado” Bobsin Justin (PSDB) como vice, sob o número 15.
- Coligação “Arroio do Sal Vem em Primeiro Lugar” (PP, PDT e União Brasil): liderada por Valdir Cenci (PP), ao lado do candidato a vice Edmilson “Guti” Schmidt, sob o número 11.
Mudanças pontuais em seções eleitorais no RS
Além da eleição municipal no Litoral Norte, o Tribunal confirmou alterações em locais de votação no território gaúcho para o segundo turno presidencial. A medida afeta nove seções situadas em quatro locais e três municípios.
De acordo com o tribunal, “São alterações relacionadas a situações específicas, incluindo problemas emergenciais nas estruturas físicas de prédios atingidos pelos temporais que afetaram o Estado”. Ainda assim, o tribunal destaca que “A orientação geral é que eleitoras e eleitores compareçam aos mesmos locais em que votaram no primeiro turno.”
Relação dos endereços modificados
- Manoel Viana: a seção 62 retorna para a Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Pasqualini, após funcionar provisoriamente em outro ponto no primeiro turno.
- São Luiz Gonzaga: as seções 8, 81 e 118 voltam à Escola Municipal de Ensino Fundamental José Bonifácio, enquanto as de número 84 e 105 retornam à Escola Municipal de Ensino Fundamental Ernestina Amaral Langsch.
- Uruguaiana: em razão de danos causados pelas cheias, as seções 97, 185 e 231 foram transferidas para a Escola Estadual de Ensino Fundamental República do Uruguai.
Consulta antecipada e combate à desinformação
Diante de boatos sobre transferências massivas, a Justiça Eleitoral alertou contra “