Dino vê liderança de Mário Frias em esquema de desvio de emendas Ministro Flávio Dino aponta que Mário Frias teria papel de liderança em desvios de emendas para financiar filme. Investigação cita suposta ligação com o PCC.
Apurações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) apontam indícios de que o deputado federal Mário Frias ocupou posição de comando em um esquema voltado ao desvio de emendas parlamentares. De acordo com os autos, o objetivo central das fraudes seria viabilizar financeiramente a produção do filme Dark Horse, projeto audiovisual que dramatiza a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Conexão com o crime organizado e a Justiça paulista
A conclusão sobre o protagonismo do parlamentar baseia-se em relatórios remetidos ao STF pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores da Justiça de São Paulo. Em despacho judicial, o relator do caso, ministro Flávio Dino, ressaltou que as apurações indicam uma complexa engrenagem delitiva com ramificações que atingem recursos públicos e apresentam vínculos com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
O ministro destacou a hipótese de uma atuação integrada e sofisticada para captar e desviar verbas públicas federais e também ligadas a contratos da administração pública paulistana.
Operação Make Up e apurações da CGU
O desdobramento das investigações culminou na deflagração da Operação Make Up pela Polícia Federal, que executou 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, além do Distrito Federal. Frias, que atuou como secretário especial de Cultura e participou da elabor