Após as chuvas torrenciais e ventos fortes que atingiram o Rio Grande do Sul na noite de quinta-feira (6), a Corsan está em fase avançada de recuperação do abastecimento de água. O fenômeno climático causou interrupções no fornecimento elétrico em diversas áreas, prejudicando a captação, bombeamento, tratamento e distribuição de água. Durante o pico da crise, aproximadamente 850 mil residências ficaram sem água, um dos maiores desabastecimentos dos últimos anos.
Recuperação em andamento
As equipes técnicas da Corsan têm trabalhado intensamente para reverter a situação. Com a retomada parcial da energia nas áreas críticas, até a manhã de sábado (8), o número de imóveis sem abastecimento caiu para 93.065, abrangendo 24 municípios. Além disso, outras 94.328 residências permanecem em estado de alerta, mas estão recebendo água por meio de medidas emergenciais, como geradores em 11 cidades, que garantem a operação de unidades essenciais.
Desafios na normalização
A recuperação do abastecimento está ocorrendo de forma gradual. A água está sendo reintegrada às redes conforme os reservatórios alcançam níveis e pressões adequadas. Entretanto, algumas localidades ainda enfrentam a falta de energia elétrica, dependendo das concessionárias para a resolução da situação. A Corsan realiza monitoramento contínuo e mantém equipes em campo para acelerar a normalização do serviço.
Municípios mais impactados
Os municípios que enfrentaram os maiores desafios incluem:
– Diretoria Leste (81.914 imóveis): Santo Antônio da Patrulha, Tramandaí, Capão Novo, Terra de Areia, Balneário Pinhal, Imbé, Viamão. – Diretoria Sul (59.580 imóveis): São Jerônimo, Butiá, Arroio Grande, General Câmara, Igrejinha, Riozinho, Piratini, Barra do Ribeiro, Triunfo, Charqueadas, Portão, Sapiranga, Santa Vitória do Palmar, Chuí, Arroio dos Ratos. – Diretoria Central (11.899 imóveis): Estrela, Pantano Grande, Lavras do Sul.
Estratégia de contingência
A Corsan continua a implementar seu plano de contingência, com o objetivo de minimizar os impactos e acelerar a recuperação dos serviços. A estratégia inclui o uso de equipamentos alternativos, redistribuição de cargas e aumento do número de profissionais em campo. A expectativa é que, com a estabilização da energia elétrica, o abastecimento seja completamente restabelecido nos próximos dias.
O ocorrido também ressalta a fragilidade da infraestrutura hídrica diante de eventos climáticos extremos, que se tornam cada vez mais comuns no estado. A falta de água em grande escala afeta diretamente as rotinas familiares, além de comprometer o funcionamento de hospitais, escolas e comércios, aumentando os impactos sociais e econômicos.
Em conclusão, a Corsan destaca que a normalização do abastecimento será feita de forma progressiva e solicita a compreensão da população diante da complexidade do processo. Este episódio também reabre a discussão sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura resiliente, que possa suportar melhor os efeitos de fenômenos climáticos severos.