As Brabas estrearam com o pé direito na busca pelo sétimo título da Libertadores Feminina ao derrotarem o Colo-Colo por 2 a 0, nesta quinta-feira (15), no Estádio Casa Blanca, em Quito, Equador. Válido pelo Grupo A, o confronto marcou o retorno aos gramados do time alvinegro após a perda do título do Campeonato Brasileiro para o São Paulo, doze dias antes.
O início da campanha pelo hepta
A técnica Emily Lima optou por preservar algumas peças fundamentais no apito inicial. Retornando de compromissos com a seleção brasileira em amistosos diante da Argentina, a volante Duda Sampaio e a atacante Jhonson começaram no banco de reservas, acompanhadas pela meia Gabi Zanotti. Os lugares foram ocupados, respectivamente, por Dayana Rodríguez, Andressa Alves e Letícia Monteiro.
A estratégia surtiu efeito rápido no ataque. Logo aos quatro minutos, Andressa Alves recuperou a bola na intermediária e acionou Vic Albuquerque. A atacante superou a marcador Ángela Clavijo na corrida e finalizou da entrada da área, mandando a bola no canto da goleira Ryann Torrero.
Resistência chilena e efeitos da altitude
Treinado pela brasileira Tatiele Silveira, o clube do Chile tentou a resposta explorando a velocidade de Yenny Acuña pela esquerda. Aos 12 minutos, a jogadora passou pela marcação, mas chutou rente à trave. Pouco depois, aos 19, ela novamente invadiu a área e bateu na saída da goleira Lelê, que fez uma intervenção providencial para evitar o empate.
Com o passar dos minutos iniciais, o ritmo caiu devido aos 2.850 metros de altitude da capital equatoriana, fazendo com que ambas as equipes acumulassem erros de passes e dificuldades na criação.
Mudanças e gol de pênalti garantem os três pontos
Para o segundo tempo, o treinador corintiano promoveu tripla alteração, colocando Duda Sampaio, Ivana Fuso e Jaqueline nas vagas de Letícia Monteiro, Gi Fernandes e Belén Aquino. Mais tarde, Ariel Godoi também entrou no lugar de Dayana Rodríguez.
A confirmação da vitória veio aos 20 minutos da etapa complementar. Jaqueline foi derrubada na área por Anaís Cifuentes. A árbitra equatoriana Jennifer Canchingre inicialmente mandou o jogo seguir, mas revisou o lance no monitor de vídeo e assinalou a penalidade máxima. A própria Jaqueline, que também havia defendido a seleção nacional recentemente, cobrou com precisão e ampliou a vantagem.
Com o 2 a 0 consolidado, a equipe paulista administrou a vantagem e ainda gastou substituições com a entrada da volante Ana Vitória na vaga de Andressa Alves, assegurando os primeiros três pontos na tabela do torneio continental.