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Câncer de pele no Rio Grande do Sul: quase 25 mil novos casos em 2023

Dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o Rio Grande do Sul deve enfrentar um alarmante aumento no número de diagnósticos de câncer de pele em 2023, com cerca de 24,5 mil novos casos de câncer de pele não-melanoma. Esse total inclui aproximadamente 14,5 mil diagnósticos em mulheres e 10 mil em homens, resultando em uma taxa de 219 casos para cada 100 mil habitantes.

Projeções para o melanoma

Além do câncer de pele não-melanoma, a forma mais agressiva da doença, o melanoma, também preocupa. A previsão é que o estado registre 790 novos casos até 2026. A médica especialista em dermatologia, Telma Giordani, alerta para a necessidade de atenção contínua à saúde da pele, independentemente da estação do ano. “Muitas pessoas associam a radiação ultravioleta apenas ao calor, mas isso não é verdade. Mesmo em dias frios, a proteção solar é fundamental.”

Casos em Porto Alegre

Na capital, Porto Alegre, o INCA estima que 2.930 novos casos de câncer de pele não-melanoma serão diagnosticados neste ano. Desses, 1.230 serão em homens e 1.700 em mulheres, resultando em uma taxa bruta de 208 casos por 100 mil habitantes. Para o melanoma, a expectativa é de 130 novos casos, o que representa 8,95 casos por 100 mil habitantes. “Esses dados nos lembram que o problema é real e impacta diretamente nossa comunidade”, destaca Telma.

A importância da prevenção

O INCA ressalta que a exposição à radiação ultravioleta é o principal fator de risco para o câncer de pele, e os danos causados pela exposição solar são cumulativos. Por isso, é essencial que os cuidados com a pele comecem desde a infância. A especialista observa que, durante o inverno, as pessoas tendem a subestimar os riscos: “No verão, as pessoas usam protetor solar e chapéus, mas esquecem disso no frio. No entanto, continuamos expostos ao sol mesmo em atividades cotidianas.”

Cuidados recomendados

Para evitar o câncer de pele, o INCA sugere evitar a exposição solar sem proteção, especialmente entre 10h e 16h. Além disso, recomenda-se adotar uma série de estratégias, como buscar sombra, usar roupas adequadas, óculos escuros e filtro solar. Observar qualquer alteração na pele é crucial para a detecção precoce de lesões suspeitas. Sintomas como feridas que não cicatrizam e alterações em pintas devem ser avaliados por um médico.

Por fim, a autoconhecimento é fundamental. “Não é preciso viver em estado de alerta, mas conhecer sua própria pele e perceber mudanças é essencial. Uma pinta que muda ou uma ferida persistente são motivos para procurar ajuda médica”, conclui Telma Giordani. A conscientização e a prevenção são a chave para reduzir o impacto do câncer de pele na população gaúcha.

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