O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para reiniciar sua agenda diplomática internacional a partir de novembro, encerrando o ciclo de deslocamentos pelo país dedicado à campanha pela reeleição.
G20 e encontro com Donald Trump nos EUA Entre os destinos planejados está a Cúpula do G20, marcada para o dia 14 de dezembro no Trump National Doral Miami, clube de golfe na Flórida pertencente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este será o primeiro encontro entre os dois líderes desde a reeleição do brasileiro.
O posicionamento norte-americano sobre o pleito A viagem ocorre após declarações dadas na segunda-feira (26) por Donald Trump, que comentou o resultado das urnas no Brasil e afirmou, sem apresentar provas, que a eleição “pareceu fraudada”. O líder norte-americano colocou em dúvida a extensão do horário de votação, alinhando-se ao discurso da campanha do candidato derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro. Diante disso, o vice-presidente Geraldo Alckmin rebateu as declarações e afirmou que o estadunidense está “equivocado”.
COP31 na Turquia e agenda na Ásia Antes da passagem pela América do Norte, o chefe do Executivo brasileiro tem prevista uma ida à Turquia para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), programada para acontecer entre 9 e 20 de novembro na cidade de Antália. Existe também a possibilidade de o mandatário estender o roteiro para incluir uma visita oficial às Filipinas.
Cúpula do Mercosul no Uruguai Outro compromisso de destaque na agenda externa é a participação na 69ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, agendada para o dia 4 de dezembro em Montevidéu, capital uruguaia. Atualmente, o bloco é composto por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia em fase de adesão e a Venezuela, que permanece com o status suspenso. Completam o grupo como Estados associados Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname.
Confirmação oficial do Palácio do Planalto Apesar do planejamento avançado, nenhuma das missões diplomáticas foi confirmada de maneira definitiva pelo governo federal. Até o momento, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) classifica todas as datas e destinos estipulados apenas como previsões na agenda oficial.