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Ana Elisa repudia decisão de Nunes Marques contra canal de Lula

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) manifestou forte descontentamento nesta terça-feira (13/10) diante da ordem do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que determinou a retirada do ar de um canal de suporte à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Para a parlamentar, a medida representa um retrocesso democrático e um ato de censura por parte da Corte Eleitoral.

H2 A polêmica envolvendo a decisão do TSE A determinação de Nunes Marques reverteu uma decisão anterior, assinada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o funcionamento do canal identificado como “Exército do Lula”. Enquanto a justificativa inicial para a suspensão baseava-se no suposto compartilhamento de notícias falsas, o presidente do tribunal fundamentou sua nova decisão alegando que o grupo estaria sendo utilizado para propaganda eleitoral sem o devido registro do endereço junto à Justiça Eleitoral.

H3 Questionamentos sobre isonomia Ao comentar o episódio, a petista destacou que não concorda com a proibição de canais, independentemente da orientação política, e trouxe à tona a atuação do grupo conhecido como “Tropa do Flávio”.

“Não sou a favor, nem que tirem a Tropa do Flávio, nem o Exército do Lula. Mesmo que a Tropa do Flávio, por sua vez, está, em alguns momentos, disseminando fake news. É a segunda vez que tiram o canal do Janones do ar e é por isso que agora a gente precisa ficar nas redes sociais e falando TSE, censura não!”, afirmou.

H2 Acusações de desinformação Ana Elisa, que lembrou que o ministro Nunes Marques foi uma indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), denunciou um caso específico de desinformação que teria sido promovido pelo perfil “Tropa do Flávio”. Segundo a deputada, o grupo compartilhou um vídeo de uma jovem consumindo uma substância ilícita, sugerindo falsamente que a cena teria ocorrido em um ato de apoio a Lula. Na realidade, a gravação teria sido publicada originalmente por um perfil argentino no dia 10 de outubro.

A parlamentar reforçou que a discussão sobre os limites da liberdade de expressão e a atuação das plataformas digitais durante o período eleitoral segue sendo um ponto central de tensão no cenário político brasileiro de 2026.

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