Palmeiras e Santos ficaram no empate por 0 a 0 em partida disputada nesta quarta-feira (28/10), na Vila Belmiro, válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto foi marcado por intensa movimentação e oportunidades desperdiçadas por ambos os lados. Na entrevista coletiva pós-jogo, o comandante alviverde valorizou o momento do adversário, mas direcionou fortes críticas à qualidade do piso do estádio.
Evolução do rival e análise tática
O técnico português destacou a qualidade das aquisições feitas pelo clube da Baixada Santista durante a janela de transferências e reconheceu o crescimento da equipe no segundo turno da competição nacional.
“O Santos é uma das equipes que mais se reforçou e vem num crescente. O Palmeiras precisava ganhar, sabemos disso. Entramos muito bem no jogo. Tivemos uma chance com Arias e Giay, uma do Marlon, do Flaco e depois o adversário tem uma na cara do Carlos Miguel, com o Gabigol, que o Carlos Miguel fez uma grande defesa”, disse.
Críticas severas ao campo
Antes mesmo de iniciar a sessão de perguntas dos jornalistas, o treinador fez questão de externar sua insatisfação com as condições físicas do gramado santista.
“Queria convidá-los a ver se este gramado é do nível da grandeza das duas instituições”, iniciou.
“É lamentável que se deixe e não haja uma regulamentação séria, como há na Europa, nos melhores campeonatos do mundo, e deixar jogar duas equipes em um gramado nestas condições. Inacreditável. Convido vocês a irem lá fora e fazerem o trabalho que ninguém faz, fiscalizar a condição do gramado”, continuou.
Oportunidades desperdiçadas e foco em taças
O comandante explicou que o panorama do confronto mudou após as alterações táticas promovidas no decorrer do segundo tempo, gerando chances claras para os dois lados.
“A partir das substituições, criamos oportunidades e o adversário também. O Arthur tirou em cima, mas lembro do lance do Roque em cima do goleiro, o último lance em que o Larson tem todas as condições para meter lá dentro e não conseguimos”, afirmou.
Por fim, o profissional reforçou que sua prioridade absoluta na carreira é erguer troféus, minimizando marcas individuais na trajetória esportiva.
“Não procuro marcas, recordes, ando a procura de títulos. No fim, vou dizer se foi ponto ganho ou perdido. Mas quer nos primeiros 15 minutos ou nos últimos 15, tivemos chances para ganhar. Em futebol de alto nível, temos nossos atacantes, com 20 ou 30 anos é igual, eficácia e eficiência são determinantes para ganhar o jogo”, destacou.