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A nova perspectiva de Curitiba através da lente de uma jovem fotógrafa

Gabriela Preussler, uma jovem de 18 anos, deixou sua cidade natal, Pato Branco, para se aventurar em Curitiba, onde iniciou o curso de Jornalismo na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Desde cedo, a fotografia sempre fez parte de sua vida, capturando momentos especiais e paisagens diversas. Agora, ao explorar a capital paranaense, ela alia sua paixão pelo fotojornalismo ao desejo de entender e registrar o cotidiano da metrópole.

Explorando a cidade com olhar atento

A estudante decidiu transformar suas caminhadas pelo Centro de Curitiba em uma experiência de flanar, capturando imagens que refletissem seu estranhamento e curiosidade. Em uma série de dez fotografias, Gabriela compartilha suas impressões sobre uma cidade que é, ao mesmo tempo, familiar e estranha. Um dos aspectos que mais a impactou foram os fios de eletricidade que cruzam as ruas, especialmente na região onde reside. Ela relatou que já se viu prestes a tropeçar neles e, ao encontrar uma cena semelhante, não hesitou em fotografar.

Arquitetura que provoca reflexões

Outras imagens também surgiram de suas observações sobre a arquitetura local. Um prédio, com suas janelas pequenas e numerosas, a fez sentir um certo desconforto, evocando a ideia de uma vida acelerada, onde a produção parece ser a prioridade. “Embora Pato Branco tenha prédios, este me deixou angustiada. Ele representa uma pressão por produtividade, como se todos precisassem estar apinhados em um mesmo espaço”, afirmou a jovem.

Elementos culturais e curiosidades

Gabriela enfatiza que suas fotos não têm a intenção de transmitir apenas uma visão negativa da cidade. Muitas delas surgem do encantamento e da estranheza diante de elementos que são novos para ela. Por exemplo, durante suas visitas à Feira do Largo da Ordem, chamou sua atenção a presença de cartazes promocionais, como os que anunciavam serviços de tarô, algo que não havia encontrado em Pato Branco.

Um olhar para a cultura local

Uma das fotografias que melhor representa sua percepção da cidade é a de um senhor e uma jovem, simbolizando as duas faces de Curitiba. De um lado, a figura tradicional do homem de boné e colete; do outro, a energia vibrante e cultural dos jovens. Essa dualidade reflete a diversidade da capital, que Gabriela começou a entender mais profundamente desde sua chegada.

Ao longo de suas caminhadas, a estudante se deu conta do quanto se sentia como uma “estranha” em meio à agitação e diversidade de pensamentos que encontrou na cidade. Em uma jornada de aproximadamente duas horas, ela percorreu bairros como Mercês e o Centro, ouvindo música e deixando que Curitiba a guiasse, capturando imagens espontâneas.

Conclusão: A cidade sob uma nova luz

As experiências e fotografias de Gabriela Preussler não apenas documentam sua adaptação a uma nova vida, mas também revelam as nuances de uma cidade rica em cultura e diversidade. Sua visão única traz à tona questões sobre a identidade urbana, fazendo com que o espectador reflita sobre a própria relação com o espaço que habita. Este trabalho faz parte do projeto Periferias Plurais, uma colaboração que visa explorar novas narrativas e vozes.

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