A Polícia Civil do Distrito Federal apura as circunstâncias da morte de uma professora que passou mal após receber uma injeção contra queda de cabelo dentro de um salão de beleza. A tragédia mobiliza as autoridades policiais, que registraram a ocorrência preliminarmente como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Substância aplicada ainda é desconhecida
Até o momento, os investigadores não identificaram qual composto foi administrado no couro cabeludo da vítima durante o procedimento estético. O produto causou uma reação grave e imediata, mas a confirmação sobre a toxicidade ou eventual inadequação da dosagem depende de análises laboratoriais aprofundadas.
Para esclarecer o que de fato provocou o óbito, os agentes aguardam a conclusão do laudo cadavérico e toxicológico emitido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). O documento será determinante para apontar se houve choque anafilático, intoxicação farmacológica ou outro fator clínico desencadeado pela intervenção.
Andamento dos trabalhos periciais e apuração
A linha de apuração se concentra em averiguar a qualificação profissional de quem ministrou as picadas, a procedência da substância utilizada e as condições de funcionamento do estabelecimento. Procedimentos invasivos exigem autorização específica de órgãos sanitários e formação adequada dos responsáveis pela aplicação.
Testemunhas e envolvidos no atendimento à professora devem prestar depoimento nos próximos dias, enquanto a polícia consolida os elementos periciais para definir as eventuais responsabilidades criminais do caso.