Na última quarta-feira (19), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul desencadeou a Operação 3D, dedicada a desmantelar uma organização criminosa envolvida na fabricação e venda ilegal de armas de fogo produzidas com impressoras 3D. O resultado da ação foi a prisão de 16 suspeitos e a apreensão de diversos materiais relevantes para a investigação.
Desarticulação de uma rede criminosa
A operação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Investigação do Narcotráfico, em colaboração com a Operação DESARME, uma iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de interromper a produção clandestina e a circulação de armamentos.
Início das investigações
A investigação começou em novembro de 2022, após a prisão em flagrante de um suspeito que possuía armas fabricadas com impressoras 3D. Na ocasião, foram apreendidos não apenas as armas, mas também a tecnologia, peças e equipamentos usados na fabricação, além de munições e dispositivos eletrônicos. Essa apreensão inicial permitiu à polícia identificar uma rede criminosa organizada e um fluxo clandestino de produção de armamentos.
Detalhes da operação
Nesta ação, 62 policiais civis foram mobilizados para cumprir as ordens judiciais em diversas cidades, incluindo Canoas, Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo e São Leopoldo. Além das prisões, a polícia continua a investigação para localizar outros foragidos e analisar os materiais apreendidos, buscando aprofundar as condutas individuais de cada acusado.
O combate à criminalidade armada
A Operação 3D é parte de um esforço maior do Ministério da Justiça e Segurança Pública no combate ao porte ilegal de armas, ao comércio clandestino e ao enfrentamento de organizações criminosas armadas. As investigações prosseguem, visando não apenas a responsabilização criminal dos envolvidos, mas também a prevenção de futuras atividades ilegais.