Seja Bem Vindo - 26/10/2026 22:47

PF pede afastamento de Toffoli de caso do Banco Master

A Polícia Federal pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que investiga fraudes no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central.

O pedido foi feito na segunda-feira (9), após a PF informar a Fachin que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro é investigado no inquérito e teve o aparelho apreendido durante uma operação de busca e apreensão. O conteúdo da mensagem está sob segredo de Justiça.

Após ser comunicado, Edson Fachin abriu um procedimento interno no STF e determinou que Dias Toffoli seja notificado para apresentar defesa. Caberá a Fachin decidir se o ministro permanece ou não como relator das investigações relacionadas ao Banco Master.

A permanência de Toffoli no caso já vinha sendo questionada desde o mês passado, quando reportagens apontaram que a Polícia Federal identificou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo teria adquirido participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que pertencia a familiares do ministro.

Defesa

Em nota, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que a Polícia Federal não tem legitimidade para pedir sua suspeição e classificou o pedido como baseado em “ilações”.

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, diz o comunicado.

Investigação

As investigações contra o Banco Master ganharam força em novembro de 2025, quando o banqueiro Daniel Vorcaro e outros suspeitos foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação apura a concessão de créditos falsos pela instituição financeira, além da tentativa de compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB), instituição pública vinculada ao governo do Distrito Federal.

Segundo a Polícia Federal, as fraudes investigadas podem chegar a R$ 17 bilhões. O inquérito segue em andamento no Supremo Tribunal Federal.

*Com informações de Agência Brasil.

>> Para mais notícias, siga o SCC10 no Instagram, Threads, Twitter e Facebook.

Quer receber notícias no seu whatsapp?

EU QUERO

Ao entrar você esta ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Engenheiro morre após ser espancado em evento político no litoral de SP

Vítima sofreu traumatismo craniano grave e amigos suspeitam de motivação homofóbica ou política no crime…

Celso Amorim rebate Donald Trump sobre eleição no Brasil

Assessor especial do governo brasileiro aponta interferência da dona do Facebook em disputa vencida por…

Eleição de Lula sobre Flávio Bolsonaro foi definida na margem de erro

Especialista aponta que queda na rejeição e maior mobilização popular garantiram a vitória do petista…