A corrida pelo Palácio do Planalto entra em sua fase decisiva com um cenário de indefinição técnica a cinco dias da votação definitiva. Em levantamento nacional sobre o segundo turno marcado para domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL) atinge 51,1% das intenções em votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,9%. Como a distância entre ambos é de 2,2 pontos percentuais e a margem de erro do estudo é de 2,5 pontos, os concorrentes estão empatados tecnicamente. Na métrica de votos totais, que computa brancos, nulos e indecisos, o parlamentar soma 48% contra 46% do atual chefe do Executivo.
Divisão por fé e migração dos votos da primeira etapa
O perfil dos eleitores revela uma polarização acentuada no segmento religioso. Entre os evangélicos, Flávio lidera de forma ampla, concentrando 69,6% da preferência, frente a 25,9% destinados a Lula. Em contrapartida, o petista domina entre os fiéis católicos, alcançando 55% das intenções, grupo no qual o candidato do PL obtém 39,6%.
O estudo também calculou o destino dos eleitores que apoiaram candidatos derrotados no primeiro turno. Flávio Bolsonaro herdou expressivas fatias das bases de Renan Santos (90,9%), Romeu Zema (77,8%) e Ronaldo Caiado (53,8%). Do outro lado, Lula reúne a preferência de 48,3% daqueles que votaram em Augusto Cury.
Decisão cristalizada e o peso do voto de rejeição
A definição de voto já está consolidada para 83,7% da população entrevistada, restando uma parcela de 16,3% que admite rever sua decisão antes de ir à urna. Quando questionados sobre os gatilhos que poderiam alterar a escolha na reta final, 16% apontaram o temor de propostas ruins para si ou familiares e outros 16% mencionaram o impacto das transmissões de debates. O surgimento de denúncias de corrupção nos últimos dias foi citado por 8,2% dos respondentes.
A oposição direta ao concorrente também tem servido como principal motor de voto: 31,2% dos votantes de Flávio admitem que o apoiam prioritariamente para barrar Lula, ao passo que 23,6% dos apoiadores de Lula afirmam escolher o atual presidente como forma de rejeitar o senador.
Detalhes técnicos da pesquisa
A sondagem realizou 1.500 entrevistas por telefone em âmbito nacional entre 15 e 19 de outubro. O nível de confiança estabelecido é de 95%, para uma margem de erro global de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O protocolo oficial da pesquisa foi protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação BR-08251/2026.