A experiente instrumentista Lui Rabello ganha os holofotes na mais recente edição do programa Duelo de Guitarras, exibido aos sábados, às 13h30. Conhecida por ter integrado por 16 anos o conjunto fixo do programa Altas Horas, a baiana aceitou o desafio de competir ao lado de novos nomes da música brasileira, unindo domínio técnico, carisma e raízes regionais.
Identidade brasileira e superação no palco
Durante a trajetória na atração, a guitarrista percorreu diferentes linguagens sonoras. Na primeira fase, disputou a preferência dos avaliadores tocando bossa nova e jazz em duelo contra Lucas Moscardini, além de executar um solo de baião ao lado de Roger Oliveira. Já na semifinal, encarou novamente Moscardini em um contraste de estilos: enquanto ele escolheu o blues, ela optou pela pulsação do xote.
Apesar da vasta carreira, Lui afirma que entrar na disputa envolveu riscos e aprendizados contínuos com as novas gerações. Ao estruturar seus solos, a veterana priorizou melodias marcantes que remetem ao sertão e ao recôncavo baiano, recorrendo a arranjos de guitarra dupla e explorando o ritmo característico da Bahia sem abrir mão da surpresa e do improviso.
Bastidores e dinâmica da competição musical
Idealizado pelo produtor Julio Carvana ao lado do diretor e roteirista Marcio Vianna, o projeto conta com 16 episódios apresentados pelo músico Dimi. Na bancada avaliadora, os instrumentistas Navalha Carrera e João Gaspar atuam tanto como jurados quanto mentores do elenco.
O regulamento define notas de 5 a 10 para o critério de técnica e precisão, somadas a outra pontuação de 5 a 10 dedicada à emoção e criatividade. No confinamento, todos os concorrentes convivem em uma estrutura com estúdio próprio para ensaios, trocas artísticas e workshops. Mesmo após a eliminação da disputa principal, os participantes continuam na residência para apoiar os finalistas e realizar apresentações conjuntas.
Desafios técnicos e diversidade de estilos
A dinâmica do programa inclui dificuldades sorteadas que testam a agilidade dos concorrentes, tais como executar solos sem palheta ou utilizando guitarras com cordas a menos. Em momentos de integração coletiva, os competidores reformaram um instrumento antigo do cenário e dividiram o estúdio com o aclamado guitarrista Victor Biglione em uma sessão de improvisação.
O elenco do programa reúne diferentes vertentes da guitarra elétrica nacional: além de Lui Rabello e Lucas Moscardini, participam o roqueiro clássico Pedro Hills, a instrumentista experimental Gabi Terra, o suburbano Roger Oliveira e o pesquisador de ritmos africanos André Sampaio, ex-integrante do Ponto de Equilíbrio. Viabilizada com recursos do Prodav, a produção independente vai ao ar semanalmente com reprise à meia-noite de sábado para domingo e opções de transmissão digital sob demanda.