Nos dias 26 e 27 de agosto de 2026, Porto Alegre será o palco de um importante evento que reúne ciência, saúde e economia. O II Fórum Nacional de Educação Energética: Gases de Efeito Estufa e Poluentes Atmosféricos Internos, organizado pelo Instituto Safeweb em colaboração com o BioHub Tecnopuc e a Inventa Evento, acontecerá no Espaço de Eventos Vista Pontal, com o objetivo de discutir a crítica questão da qualidade do ar em ambientes fechados.
Impactos da poluição interna na saúde e produtividade
Estima-se que mais de 90% do tempo das pessoas seja passado em espaços fechados, como residências, escolas e locais de trabalho. A exposição constante a poluentes atmosféricos internos pode comprometer a saúde, reduzir a produtividade e aumentar os custos para os sistemas de saúde e empregadores. Durante o fórum, serão abordados temas como mudanças climáticas e a transição energética, enfatizando a necessidade urgente de enfrentar os poluentes internos como uma questão de saúde pública e econômica.
Lançamento do Pacto Rio-grandense pela Descarbonização
O evento terá como destaque o lançamento do Pacto Rio-grandense pela Descarbonização da Saúde e Poluentes Atmosféricos Internos, uma iniciativa inovadora que une a classe médica do estado em prol da descarbonização de ambientes de saúde e trabalho. Entre os signatários do pacto estão destacados profissionais, como o Dr. Luiz Carlos Bodanese, cardiologista, e o Dr. Jefferson Pedro Piva, pediatra, além de representantes de diversas instituições da saúde.
Consequências da poluição interna
A exposição a poluentes atmosféricos internos é uma realidade preocupante que afeta milhões de trabalhadores no Brasil. Ambientes com ar de má qualidade podem resultar em absenteísmo, doenças crônicas e diminuição da produtividade, gerando custos elevados para as empresas e para o sistema de saúde. Pesquisas já demonstram os impactos da poluição interna em diversas áreas da saúde, incluindo doenças cardiovasculares e respiratórias, além de efeitos negativos em crianças e idosos.
Benefícios do pacto
O pacto visa transformar essa realidade por meio de ações concretas, como:
- Redução de custos hospitalares e ambulatoriais para o SUS e planos de saúde ao prevenir doenças ligadas à má qualidade do ar.
- Economia para empresas com menos absenteísmo e aumento da produtividade.
- Melhoria na qualidade de vida da população gaúcha, promovendo ambientes internos mais saudáveis.
- Estabelecimento de um modelo de referência nacional, com metodologias do Rio Grande do Sul servindo de base para políticas públicas em todo o Brasil.
Educação e conscientização sobre poluentes internos
As instituições envolvidas reforçam a importância de educar gestores públicos e privados sobre os riscos das emissões internas, provenientes de equipamentos como fogões e aquecedores, além dos poluentes externos que entram por infiltração. O objetivo é facilitar ações de prevenção e controle, especialmente em locais sensíveis como escolas e hospitais.
Em suma, o II Fórum Nacional de Educação Energética e o Pacto Rio-grandense pela Descarbonização da Saúde posicionam Porto Alegre como um centro de discussão de relevância nacional. A descarbonização não é apenas uma meta técnica, mas um imperativo ético e econômico que pode reduzir custos, salvar vidas e influenciar políticas públicas em todo o Brasil. O Rio Grande do Sul reafirma seu papel de liderança em uma causa que integra ciência, saúde e economia, almejando um futuro mais saudável e sustentável para o país.